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Jogos Olímpicos

O protesto depois da vitória

A foto icónica dos Jogos de 1968, na Cidade do México — a do protesto, no pódio dos 200 m, de dois atletas norte-americanos — tem um segredo escondido... A história do atleta branco que, não parecendo, está solidário com os dois negros. Este é o décimo oitavo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

Margarida Mota

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A decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de levar os XIX Jogos Olímpicos para o México protegeu o evento de uma Europa efervescente. Nas ruas de Paris e Londres, a agitação estudantil desafiava os governos. Mas na Cidade do México não era diferente. Durante o verão de 1968, grupos de estudantes vinham manifestando-se contra as despesas exorbitantes associadas aos Jogos num país tão flagelado pela pobreza.

Longe dos bairros de lata, onde viviam milhões de pessoas, tinha sido construída uma aldeia para alojar 5000 pessoas, a sul da capital. Ergueu-se também um Palácio do Desporto para 22 mil espectadores, um velódromo e um novo recinto para futebol, o Estádio Azteca.

O número de professores e estudantes em greve rondava o meio milhão. A 2 de outubro, dez dias antes da cerimónia de inauguração dos Jogos Olímpicos, tropas rodearam a Plaza de las Tres Culturas, no bairro de Tlatelolco, onde se concentravam cerca de 15 mil pessoas. E tudo se precipitou para um banho de sangue.

Oficialmente, morreram 35 pessoas no Massacre de Tlatelolco, como ficou conhecido. Números compilados por hospitais apontaram para 267 vítimas mortais.

Antes de amanhecer o dia seguinte, o Presidente Gustavo Díaz Ordaz anunciou que “se havia eliminado o foco de agitação”. Para além dos Jogos, o México preparava-se para acolher o Mundial de futebol em 1970. Para o Governo mexicano, os eventos eram oportunidades únicas para mudar a imagem do país fora de portas. O poder central não toleraria interferências.

O norte-americano Bob Beamon bateu o recorde do mundo do salto em comprimento. A sua marca (8,90 m) só seria ultrapassada 23 anos depois

O norte-americano Bob Beamon bateu o recorde do mundo do salto em comprimento. A sua marca (8,90 m) só seria ultrapassada 23 anos depois

A capital mexicana era a primeira cidade não industrializada a acolher os Jogos. Às dúvidas sobre a capacidade do país para pôr de pé o evento, juntavam-se os alarmes ativados especialmente por treinadores e fisiologistas, preocupados com a resistência dos atletas às provas disputadas a mais de 2000 metros de altitude.

Nunca antes uns Jogos Olímpicos se tinham realizado acima dos 200 metros. E já era evidente que havia diferenças competitivas entre os atletas que treinavam em altitude e aqueles que se preparavam mais ao nível do mar.

O presidente do COI, Avery Brundage, tentou acabar com a polémica. “Os Jogos pertencem a todos os países do mundo, sejam quentes ou frios, húmidos ou secos, situem-se no leste, oeste, norte ou sul ou a alta ou baixa altitude. Os Jogos não foram instituídos para bater recordes.”

Entrada em cena de quenianos e etíopes

Na Cidade do México, a altitude privaria alguns atletas notáveis de alcançarem melhores resultados. Mas, inversamente, abriu caminho a que quenianos e etíopes revelassem o seu talento. Os dois países ganharam nove medalhas em distâncias entre os 1500 metros e a maratona. Nos 10.000 metros, os primeiros cinco lugares foram para atletas de “países altos” ou que treinavam a grande altitude.

Nos 400 m barreiras, os sete primeiros classificados superaram o recorde olímpico. E foram batidos 24 recordes do mundo. No salto em comprimento, o norte-americano nascido na Jamaica Bob Beamon chegou aos 8,90 metros, acrescentando 55 centímetros ao recorde mundial. A nova marca duraria 22 anos e 316 dias até ser batida. Para lá da altitude, a estes resultados não terá sido alheia a utilização, pela primeira vez, de uma pista de tartan.

Prova dos 100 m femininos sobre uma pista de tartan, uma novidade introduzida pelos Jogos do México

Prova dos 100 m femininos sobre uma pista de tartan, uma novidade introduzida pelos Jogos do México

Em finais da década de 60, os Jogos Olímpicos viviam sob o signo do boicote. A luta anti-“apartheid” na África do Sul e o movimento do Poder Negro (Black Power) nos Estados Unidos contra a discriminação racial contagiavam o mundo do desporto e os Jogos em particular.

Liderado pelo antigo atleta Harry Edwards, um movimento nos EUA apelava ao boicote dos desportistas afro-americanos. Edwards abandonara o desporto, estudou Sociologia na Universidade Cornell onde escreveu a tese “O movimento negro muçulmano e Malcom X”.

Em 1967, ele formou o Projeto Olímpico para os Direitos Humanos, um movimento de atletas solidários com as lutas pela igualdade. Tinha como objetivo protestar contra a segregação racial e o racismo no desporto em geral. John Carlos, Lee Evans e Tommie Smith eram alguns dos atletas que apoiavam o Projeto. Inversamente, o ex-campeão Jesse Owens defendia que os atletas deviam permanecer leais ao desporto, ele que tinha sido vítima de preconceito e segregação. “Não há lugar para a política no mundo dos atletas”, dizia.

Boicotar ou participar nos Jogos de 1968, era a discussão em curso. “Nós votamos a possibilidade de um boicote e foi quase unânime que devíamos ir“, disse Lee Evans. “Mas era também unânime que íamos fazer algum tipo de protesto nos Jogos.”

Em finais da década de 60, os atletas negros dominavam nas distâncias mais rápidas. Nos Jogos do México não foi exceção

Em finais da década de 60, os atletas negros dominavam nas distâncias mais rápidas. Nos Jogos do México não foi exceção

Na Cidade do México, pela primeira vez em 72 anos, todos os atletas da final dos 100 metros eram negros: o norte-americano Jim Hines foi o vencedor e tornou-se, oficialmente, o primeiro atleta a correr a distância em menos de 10 segundos. Era possível ignorar o domínio dos atletas negros das provas mais rápidas.

Na final dos 200 metros, Tommie Smith e John Carlos conseguiram o primeiro e o terceiro lugares. Para a cerimónia de atribuição das medalhas, levaram uma luva preta de cabedal (símbolo da causa dos Panteras Negras) e um lenço preto, que colocaram ao pescoço numa evocação dos linchamentos de negros. Subiram ao pódio descalços, como andavam os pobres.

Quando soou o hino dos EUA, Smith levantou o punho direito e Carlos o esquerdo e baixaram a cabeça. O gesto tornou-se um símbolo da luta contra a desigualdade racial nos EUA. “Não foi um gesto de ódio, mas de frustração”, diria Smith. “É muito desanimador estar numa equipa com atletas brancos. Na pista, é-se o Tommie Smith, o homem mais rápido do mundo, mas assim que se chega ao balneário não se é mais do que um negro sujo.”

Colado nos fatos de treino, o crachá redondo do Projeto Olímpico para os Direitos Humanos. Peter Norman também o tem

Colado nos fatos de treino, o crachá redondo do Projeto Olímpico para os Direitos Humanos. Peter Norman também o tem

A rebeldia dos dois atletas ganhou a simpatia de muitos, mas não caiu bem junto do Comité Olímpico Americano, que os mandou para casa. De heróis a párias, a seguir ambos passaram por dificuldades. Não competiram mais, não encontravam trabalho, as famílias foram perseguidas e receberam ameaças de morte. A mãe de Tommie Smith morreu de ataque cardíaco em 1970 quando vizinhos lhe enviaram pelo correio um pacote com estrume e ratos mortos. A sua mulher, Denise, pediu o divórcio sensivelmente na mesma altura em que a mulher de John Carlos suicidou-se por não aguentar a vida aflita que levavam.

Aquele homem branco

O pódio dos 200 metros foi completado pelo australiano Peter Norman. Natural de um país onde vigoravam leis de “apartheid” quase tão rígidas quanto as sul-africanas, nomeadamente discriminatórias dos aborígenes, Norman tinha-se solidarizado com a luta dos dois norte-americanos, e não o escondeu. No pódio, os três atletas trazem ao peito, colado no fato de treino junto ao emblema do país, o distintivo do Projeto Olímpico para os Direitos Humanos. “Acredito naquilo que vocês acreditam. Têm um desses para mim?”, disse Norman, antes da cerimónia.

No degrau da frente do pódio, Norman não testemunhou o protesto dos norte-americanos. Na foto icónica, ele é o herói anónimo em quem ninguém repara. De regresso à Austrália, pagou caro o seu gesto solidário. Apesar de se ter qualificado por 13 vezes para os 200 metros e cinco para os 100 metros, não foi selecionado para os Jogos Olímpicos de Munique (1972). Tanto ele como a família foram ostracizados pela sociedade.

Instado várias vezes a condenar o ato dos norte-americanos, nunca o fez. Quando Sidney acolheu os Jogos, em 2000, o velocista não foi convidado. Ainda hoje, o recorde nacional australiano dos 200 metros é dele, obtido na Cidade do México.

“Se nós fomos espancados, Peter enfrentou um país inteiro e sofreu sozinho”, afirmou John Carlos. Quando Peter Norman faleceu, a 3 de outubro de 2006, Carlos e Smith carregaram o seu caixão.

“Saudação da vitória”, uma escultura alusiva ao histórico protesto de 1968, no campus da Universidade de São José, Califórnia, da autoria de Rigo 23, artista português radicado em S. Francisco

“Saudação da vitória”, uma escultura alusiva ao histórico protesto de 1968, no campus da Universidade de São José, Califórnia, da autoria de Rigo 23, artista português radicado em S. Francisco

Nestes Jogos, foram introduzidos pela primeira vez testes antidoping, que logo fizeram uma “vítima”. O sueco Hans-Gunnar Liljenvall foi desclassificado no pentatlo moderno por equipas, por apresentar níveis de álcool no organismo acima do limite permitido. A Suécia lutava pelas medalhas.

Igualmente, começaram a ser realizados testes de certificação de género para eliminar suspeitas. Havia preocupações à volta da elegibilidade de algumas atletas do sexo feminino. Em Tóquio tinham competido, e dado nas vistas pela sua aparência, duas irmãs soviéticas anormalmente musculadas, Tamara e Irina Press, e ainda a saltadora em altura romena Iolanda Balas. Todas ganharam medalhas e todas se retiraram a seguir aos Jogos.

Em 1967, num evento desportivo em Kiev, a polaca Ewa Klobukowska (medalha de ouro e recordista mundial dos 4x100 metros em Tóquio) tornou-se a primeira mulher a falhar um teste de determinação de género. Foi desclassificada e irradiada de competições femininas por possuir mais cromossomas masculinos do que o aceitável em mulheres.

Outro caso famoso foi o da alemã Dora Ratjen, quarta classificada no salto em altura nos Jogos de Berlim de 1936. Dora viria a confessar ser, na realidade, um homem, Hermann, que tinha sido obrigado pelos nazis a fazer-se passar por mulher durante três anos.

Para as atletas sujeitas à realização destes testes, obtido um certificado, mais nenhuma outra confirmação seria exigida. Mas a situação era de grande humilhação. Das 640 mulheres testadas em 1968, nenhuma foi desqualificada.

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