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Fernando Pimenta: um sacrifício pessoal e familiar de quatro anos travado pelas algas

Após ter conquistado a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012, Fernando Pimenta ansiava o ouro. Ficou em quinto - e culpabiliza fatores externos. “Deixei muito da minha vida para trás”, sublinha a propósito do sacrifício que fez para chegar ao Rio de Janeiro em condições de lutar pelo ouro

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António Cotrim / Lusa

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Fernando Pimenta, uma das grandes esperanças portuguesas para as medalhas, falhou o pódio. Sem esconder a sua tristeza, aponta falhas externas como o principal problema da sua prova.

"Esta falha deveu-se sobretudo a fatores externos. Eu fui um dos atletas afetados pelas algas e pelas folhas - há coisas que não conseguimos controlar." Já não é a primeira vez que as condições dos locais onde se realizam os jogos são postas em causa.

O atleta garante que fez de tudo para trazer uma medalha para Portugal, mas que o resultado não dependeu apenas dele. "Voltava a repetir tudo o que fiz. Ontem estava a sentir-me bem, hoje melhor, mas lá está, há coisas que não dependem de nós", diz.

"Foram quatro anos de sacrifício, pelos quais passei eu e a minha família, e não consegui alcançar um lugar no pódio. Tenho de levantar a cabeça, deixei muito da minha vida para trás."

Com 27 anos, Fernando Pimenta viu o espanhol Marcus Walz vencer a medalha de ouro. O segundo foi o checo Josef Dostal e o terceiro o russo Roman Anoshkin.