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Jogos Olímpicos

Do céu ao inferno por causa do doping

Nos Jogos de Seul (1988), que a certa altura a Coreia do Norte quis coorganizar, o canadiano Ben Johnson atingiu o olimpo após derrotar o seu grande rival, Carl Lewis, nos 100 metros. Horas depois, era mandado para casa, vergado ao vexame do doping. Este é vigésimo terceiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

Margarida Mota

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Depois de três boicotes consecutivos (Montreal, Moscovo e Los Angeles), o Comité Olímpico Internacional (COI) estava consciente de que um quarto podia feri-lo de morte. Por isso, quando a Coreia do Norte levantou objeções à realização dos XXIV Jogos na capital da Coreia do Sul, o COI disponibilizou toda a atenção para ouvir as queixas de Pyongyang e discutir a proposta de uma organização conjunta sugerida pelos norte-coreanos.

Conhecedores da política securitária do Norte em relação a estrangeiros, tanto o COI como a Coreia do Sul encararam a proposta de Pyongyang como uma charada. Ainda assim alinharam numa negociação. Em abril e maio de 1984, realizaram-se três encontros na aldeia fronteiriça de Panmunjon, onde em 1953 foi assinado o armistício entre as duas Coreias. Seguiram-se outras reuniões em Lausana. Os norte-coreanos queriam acolher as cerimónias de abertura e de encerramento e ainda as provas de oito modalidades.

“As conversações entre as duas Coreias deram a ambos os países e a todos os comités olímpicos nacionais a possibilidade de pensarem de uma forma mais profunda sobre os ideais olímpicos. Tornou-se evidente que o movimento olímpico pode aproximar as pessoas, atuando como uma ponte universal”, defendeu o chinês Zhenliang He, membro do COI. “Apesar de nós, na China, não termos qualquer relação com a Coreia do Sul, sentíamo-nos na obrigação de contribuir para o sucesso dos Jogos Olímpicos (…). A nossa participação em Seul foi uma ocasião para o nosso povo conhecer melhor o povo sul-coreano e vice-versa.”

Os Jogos de Seul foram os segundos realizados no continente asiático. Os primeiros foram Tóquio, 1964

Os Jogos de Seul foram os segundos realizados no continente asiático. Os primeiros foram Tóquio, 1964

Parte do interesse da Coreia do Norte em receber os Jogos era financeiro, mais do que político. Os proventos dos direitos televisivos e o valor dos patrocínios aumentavam de edição para edição. Em Los Angeles, a ABC pagara 225 milhões de dólares pela transmissão do evento e em Seul a NBC subia a fasquia para 300 milhões.

Garantir a segurança e evitar manifestações

Quando, em 1986-87, manifestações pró-democracia saíram à rua na Coreia do Sul e foram violentamente reprimidas pela polícia, fazendo manchetes em todo o mundo, o nervosismo tomou conta do COI. E redobrou de intensidade quando, a 29 de novembro de 1987, um avião da Korean Air foi derrubado por uma bomba nos céus da Birmânia, matando os 115 passageiros.

A Coreia do Norte foi acusada de ato terrorista. Até onde poderia ir para minar os Jogos de Seul? Quando o evento começou, havia nas ruas de Seul 100 mil homens para garantir a segurança e impedir novas manifestações estudantis.

De edição para edição, as organizações esmeram-se por introduzir surpresas nas cerimónias de abertura

De edição para edição, as organizações esmeram-se por introduzir surpresas nas cerimónias de abertura

Em Seul, a presença de 159 países e 8391 atletas — entre eles 64 portugueses (Rosa Mota venceu o ouro na maratona) — foi um duplo recorde. Em Seul não houve um boicote organizado, mas após o COI recusar a organização partilhada e a Coreia do Norte proibir a participação dos seus atletas, Albânia, Cuba, Etiópia, Madagáscar e Seychelles faltaram em solidariedade.

Seul avançou sozinha e honrou o compromisso. Diz-se destes Jogos que se caracterizaram por uma organização ao estilo alemão, pelas boas maneiras orientais e pela perspicácia financeira dos americanos. O evento deu 500 milhões de dólares de lucro.

O japonês que afinal era sul-coreano

A Coreia do Sul capitalizou também politicamente com estes Jogos, nomeadamente ao nível das relações com a China e o Japão. Entre 1910 e 1945, a Coreia tinha estado sob ocupação japonesa e tudo se refletiu na vida do país. Nos Jogos de 1936, a maratona masculina foi ganha pelo “japonês Kitei Son” que reapareceu em Seul, aos 76 anos, transportando a tocha olímpica. “Kitei” era, na verdade, o sul-coreano Sohn Kee-Chung, forçado a uma identidade nipónica durante a ocupação e obrigado a competir em Berlim nessa condição. Em Seul, ele voltava às origens.

Os Jogos de 1988 foram o reencontro entre todos os grandes do desporto. A URSS tinha começado a retirar do Afeganistão e a Guerra Fria aproximava-se do fim. A 1 de outubro de 1988, na véspera da cerimónia de encerramento dos Jogos de Seul, Mikhail Gorbatchov tornou-se Presidente da União Soviética, e com ele a “Perestroika” (reestruturação) e a “Glasnost” (transparência) começaram a desbravar caminho.

Após dois boicotes que os desencontraram, EUA e URSS, que já não travavam duelos desde 1976, voltaram a medir forças. Os soviéticos ganharam mais medalhas e os norte-americanos não foram além da terceira posição. No meio, ficou a RDA, que competiu pela última vez como nação independente. Nos Jogos seguintes, em Barcelona, os alemães já se apresentariam com uma equipa reunificada.

No basquetebol, a medalha de ouro foi para a União Soviética. Os favoritos Estados Unidos ficaram com o bronze

No basquetebol, a medalha de ouro foi para a União Soviética. Os favoritos Estados Unidos ficaram com o bronze

Nascido na Jamaica, o naturalizado canadiano Ben Johnson venceu os 100 metros, pulverizou o recorde mundial (9,79s), que já era seu, e encerrou de vez com uma discussão: ele era melhor do que o norte-americano Carl Lewis.

A glória de Johnson durou 48 horas. O teste à urina acusou a presença de uma substância dopante — o esteroide anabolizante Stanozolol —, o “sprinter” foi desclassificado e mandado para casa. O Canadá passou da euforia ao vexame. O atleta foi suspenso dois anos e não mais brilhou. Em 1992, nos Jogos de Barcelona, não chegaria sequer à final, ficando em último na semifinal.

Obrigado a reagir, Juan Antonio Samaranch, o espanhol que presidia ao COI, tentou tirar o proveito possível deste escândalo. “Podemos transformar as más em boas notícias. A suspensão [de Johnson] mostra que o COI está muito sério, que estamos a ganhar a batalha por uns Jogos limpos. Lamento por Johnson, que é um grande atleta, porque ele não é a única pessoa que devemos culpar.”

No rol dos culpados estava também o médico de Johnson e o seu treinador, Charlie Francis, que mais tarde confessaria que 13 dos homens e mulheres que treinou tinham tomado esteroides.

Florence Griffith-Joyner, e as suas unhas inconfundíveis, mostra as medalhas ganhas em Seul

Florence Griffith-Joyner, e as suas unhas inconfundíveis, mostra as medalhas ganhas em Seul

Em Seul, uma prestação de “outro mundo” foi a da exuberante norte-americana Florence Griffith-Joyner, que se destacava nos blocos de partida por umas longas unhas coloridas e fatos de competição que pareciam desenhados por estilistas expressamente para ela.

“Flo-Jo”, como era conhecida, venceu os 100, os 200 e a estafeta 4x100 metros. Ficou em segundo nos 4x400 metros. Correu os 100 metros mais rápido do que todos os homens na prova do decatlo. Nos 200 metros, bateu o recorde do mundo por duas vezes em menos de duas horas.

Florence nunca acusou doping, mas a sua musculatura bem como a sua carreira fulgurante levantou dúvidas. Ela conquistou quase todos os seus títulos numa única época (1987-88) e retirou-se das corridas no ano seguinte aos Jogos de Seul, e ao caso Ben Johnson.

Morreu em 1998, aos 38 anos, oficialmente por asfixia acidental com uma almofada durante um ataque de epilepsia. Os atuais recordes do mundo dos 100 e dos 200 metros ainda são os seus, obtidos em Seul.

O nadador norte-americano Greg Louganis, momentos após ter batido com a cabeça na prancha da piscina, durante um salto para a água

O nadador norte-americano Greg Louganis, momentos após ter batido com a cabeça na prancha da piscina, durante um salto para a água

O escândalo Ben Johnson, sentido como uma traição ao espírito olímpico, confrontava o COI com um futuro de pesadelo. Mas, inversamente, prestações credíveis da armada queniana devolviam a esperança da honestidade aos amantes do desporto. Sem qualquer suspeita a ensombrar as suas corridas, os quenianos arrebataram o ouro nos 800, 1500, 5000 e 3000 m obstáculos. Ganharam também a prata na maratona e nos 3000 m obstáculos e o bronze nos 10.000 m.

Nos sopés dos Montes Elgon e Quénia, onde as tribos kalenjin, kikuyu e turkana alimentavam-se do que a natureza lhes dava, a formação de muitos atletas quenianos fazia-se a correr atrás dos rebanhos ou a caminho da escola, durante longos quilómetros.

Paul Ereng, que em criança cuidou de vacas, era um desses casos. Em Seul, ele venceu os 800 m, batendo o campeão olímpico em título, Joaquim Cruz (Brasil), e o lendário Said Aouita (Marrocos) que não perdia uma prova havia três anos. Paul começara a correr os 800 metros meses antes dos Jogos, quando estudava na Universidade da Virgínia (EUA).

Drama na piscina

Greg Louganis foi outro dos heróis de Seul, pelas duas medalhas de ouro conquistadas na prova de saltos para a água e pelo drama que viveu dentro da piscina. Durante um salto, bateu com a cabeça na prancha e caiu desamparado na água. Saiu da piscina pelo próprio pé, foi suturado e regressou à competição 35 minutos depois.

Greg sabia há alguns meses que era seropositivo. Quando o tornou público, alguns anos depois, foi severamente criticado por não ter alertado para a situação no momento e ter permitido que mais saltadores mergulhassem — colocando em risco a sua saúde — na água contaminada com sangue infetado.

  • Os Jogos do orgulho grego

    Tribuna

    Ao atribuir à Grécia os primeiros Jogos da era moderna, em 1896, os pioneiros do movimento olímpico quiseram homenagear o país que os criou. Os cofres do erário grego não tinham verba suficiente, mas um benfeitor chegou-se à frente e tornou o sonho possível. Este é o primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Competir aos domingos não é para cristãos

    Tribuna

    Os II Jogos Olímpicos, realizados em Paris, na pátria de Pierre de Coubertin, em 1900, ficaram na sombra de uma exposição universal e quase passaram despercebidos. Para complicar, atletas cristãos recusaram-se a competir aos domingos. Este é o segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • “Dias” da vergonha

    Tribuna

    À terceira edição, os Jogos rumaram ao “Novo Mundo”, integrados, pela segunda vez, no programa de uma exposição comercial. Um conjunto de competições destinadas a “povos primitivos” manchou o evento em St. Louis, em 1904, e envergonhou Pierre de Coubertin. Este é o terceiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Organização inglesa, regras inglesas

    Tribuna

    Numa corrida contra o tempo, os britânicos puseram de pé os IV Jogos, em 1908, sem gastar dinheiro dos contribuintes. À revelia do Comité Olímpico Internacional (COI), a organização de Londres definiu as regras das provas, arbitradas por juízes exclusivamente ingleses. Houve reclamações. Este é o quarto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • A morte saiu à estrada

    Tribuna

    Nuns Jogos bem organizados em que pela primeira vez participaram atletas dos cinco continentes — em 1912, em Estocolmo —, um português entrou para a história pelas piores razões. Ainda hoje, o drama de Francisco Lázaro é recordado na Suécia. Houve reclamações. Este é o quinto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Sem Jogos nem tréguas

    Tribuna

    A eclosão da I Guerra Mundial levou ao cancelamento dos VI Jogos previstos para 1916, em Berlim. A política levou a melhor sobre o desporto, violando um dos princípios sagrados dos Jogos da Antiguidade: as tréguas olímpicas. Este é o sexto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Retomar as Olimpíadas para ajudar à paz

    Tribuna

    Com alguns campeões mortos nas trincheiras da Grande Guerra e a preparação de muitos mais prejudicada pelo conflito, os Jogos de Antuérpia, em 1920, foram parcos em grandes marcas. A bordo do navio que transportou os norte-americanos, exigências relativas ao alojamento quase geraram um motim. Este é o sétimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Momentos de glória, como no filme

    Tribuna

    Em 1924, vivia-se em todo o mundo a tranquilidade entre guerras. Paris assegurou a organização dos VIII Jogos Olímpicos e, à segunda, não comprometeu. As prestações de alguns atletas despertaram o interesse do cinema. Este é o oitavo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O casamento com a Coca Cola

    Tribuna

    No pós-guerra, a Europa tornou-se a zona de conforto dos Jogos Olímpicos. Após Bélgica e França, o evento seguiu para a Holanda, que assegurou a IX edição, em Amesterdão (1928). Para as mulheres, a saída de Pierre de Coubertin da presidência do movimento olímpico foi uma boa notícia. Este é o nono de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Luxos e “glamour”, apesar da Grande Depressão

    Tribuna

    A crise financeira mundial e a distância física até aos Estados Unidos fez diminuir o número de participantes nos Jogos de 1932. Para chegar a Los Angeles, atletas brasileiros tiveram de vender sacos de café pelo caminho. Amantes do desporto e talentosos para o espetáculo, os norte-americanos não pouparam nos luxos para os atletas. Este é o décimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Ao serviço da propaganda nazi

    Tribuna

    Ao atribuir os Jogos de 1936 a Berlim, o Comité Olímpico Internacional deu um passo no sentido da normalização da relação com a Alemanha, rejeitada pelo mundo olímpico após Grande Guerra. A subida ao poder de Adolf Hitler trocou as voltas. O Führer encarou os Jogos como um palco de demonstração da superioridade ariana sobre os “inferiores” judeus e negros. Um afroamericano do Alabama provou na pista que Hitler estava errado. Este é o décimo primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • A guerra e o sonho de Hitler

    Jogos Olímpicos

    A II Guerra Mundial inviabilizou duas edições dos Jogos Olímpicos, em 1940 e em 1944. E motivou o Führer a tentar concretizar um sonho: tornar a Alemanha a sede permanente do evento. Este é o décimo segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Londres, a cidade dos momentos difíceis

    Jogos Olímpicos

    Símbolo da resistência aos totalitarismos, a capital inglesa foi escolhida para resgatar os Jogos das cinzas da II Guerra Mundial, em 1948. Ficariam conhecidos como os “Jogos da austeridade”. Este é o décimo terceiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O regresso dos russos, 40 anos depois

    Jogos Olímpicos

    Os Jogos de Helsínquia, em 1952, marcaram o retorno da União Soviética ao convívio olímpico. Com o mundo dividido em comunistas e capitalistas, os Estados Unidos ganharam um adversário à altura. Este é o décimo quarto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Os Jogos do “sangue na água”

    Jogos Olímpicos

    Um mês após a intervenção militar soviética na Hungria, um jogo de polo aquático, entre os dois países, nos Jogos de Melbourne de 1956 transformou-se num facto político. Os primeiros Jogos realizados a sul do Equador foram menos participados do que os anteriores, pela distância a que fica a Austrália e pela conflitualidade que se vivia no mundo. Este é o décimo quinto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Tradição e modernidade na Cidade Eterna

    Jogos Olímpicos

    A organização dos Jogos de Roma adaptou locais históricos às exigências das competições e com isso encheu-os de classe. O evento de 1960 marcou também o início dos chorudos contratos televisivos. Este é o décimo sexto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • A chama de Hiroxima

    Jogos Olímpicos

    Tóquio não se poupou a esforços para concretizar os primeiros Jogos no continente asiático, em 1964. Para os japoneses, o evento foi, a vários níveis, inesquecível, desde logo porque constataram, em choque, que não eram imbatíveis no judo. Este é o décimo sétimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O protesto depois da vitória

    Jogos Olímpicos

    A foto icónica dos Jogos de 1968, na Cidade do México — a do protesto, no pódio dos 200 m, de dois atletas norte-americanos — tem um segredo escondido... A história do atleta branco que, não parecendo, está solidário com os dois negros. Este é o décimo oitavo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Terror na aldeia olímpica

    Jogos Olímpicos

    “Os Jogos devem continuar”, decretou o Comité Olímpico Internacional, na sequência do dia mais negro da história do Olimpismo. Onze membros da delegação israelita tinham sido assassinados por um comando palestiniano, em Munique (1972). Na elegia fúnebre, o presidente do COI comparou o terrorismo à luta anti-“apartheid”. Este é o décimo nono de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O primeiro boicote em massa

    Jogos Olímpicos

    A ausência de 26 países africanos em protesto contra a participação da Nova Zelândia, a quem acusavam de cumplicidade com a segregacionista África do Sul, empobreceu os Jogos de Montreal (1976). Com quenianos e etíopes fora do atletismo, a estrela dos Jogos foi uma ginasta romena de 14 anos que não tardaria a tornar-se uma bandeira do regime ditatorial de Nicolae Ceausescu. Este é o vigésimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • As lágrimas do urso Misha

    Jogos Olímpicos

    Os primeiros Jogos realizados num país socialista foram boicotados por 65 países do bloco capitalista. “Brilhantemente organizados”, disse o presidente do Comité Olímpico Internacional, os Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, “foram tristes”. Este é o vigésimo primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Medalha de ouro para a iniciativa privada

    Jogos Olímpicos

    A ausência da União Soviética e de mais uns quantos aliados, em retaliação ao boicote capitalista aos Jogos de Moscovo, não impediu que Los Angeles 1984 fosse um enorme sucesso. Desportivo e comercial... O transporte do facho olímpico, no tradicional percurso desde Olímpia, foi vendido a 3000 dólares por quilómetro. Este é o vigésimo segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época