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Celebrar a herança grega, mas não na Grécia

Cem anos após os primeiros Jogos da era moderna, a edição do Centenário escapou à Grécia por razões comerciais. Atlanta, a cidade da Cola Cola e da CNN, levou a melhor sobre a opção do coração e recebeu os Jogos de 1996. Este é o vigésimo quinto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

Margarida Mota

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A dois anos dos Jogos do Centenário, o Comité Olímpico Internacional (COI) reuniu-se em Paris num congresso pomposo que reuniu mais de 1000 delegados e custou 16 milhões de dólares. O COI só pagou seis. Os restantes milhões foram desembolsados pela cidade, pelo Governo francês e por patrocinadores.

Quando terminou, havia a sensação que tudo o que ali tinha sido decidido poderia ter sido acordado num encontro informal entre o presidente e os vice-presidentes apenas. Desde Paris, assim reportava o “Times of London”: “O mundo do desporto olímpico, reunido em Paris para celebrar o centenário da fundação do COI por Pierre de Coubertin, (…) está a negligenciar perigosamente o facto de o desporto nunca antes ter enfrentado uma ameaça tão grande de consumo de drogas, de preocupações comerciais e de ceticismo por parte do público”.

Prova disso tinha sido a própria decisão sobre a sede dos Jogos do Centenário. Sendo Atenas a escolha óbvia — por ter sido ali que tudo começou —, o COI entendeu premiar Atlanta, um polo industrial em expansão onde estavam sedeadas a Coca Cola e a CNN.

Prova de hipismo, nos Jogos de Atlanta

Prova de hipismo, nos Jogos de Atlanta

À semelhança de muitas outras cidades norte-americanas, Atlanta abrigava áreas onde os direitos eram definidos em função das raças. Na cerimónia de abertura dos XXVI Jogos, a emoção tomou conta do estádio quando foi evocado um dos mais carismáticos filhos da terra: Martin Luther King, ali nascido em 1929. Com a viúva, Coretta, a assistir, ouviu-se um excerto do seu famoso discurso “Eu tenho um sonho”.

Nessa cerimónia, o privilégio de acender a pira olímpica coube a outro negro com um histórico de combate pelos direitos dos afroamericanos, o ex-campeão olímpico Muhammad Ali (ex-Cassius Clay), para quem aquele momento constituiu um grande desafio de autocontrolo perante o Parkinson que o consumia.

Muhammad Ali recebe de Juan Antonio Samaranch, em Atlanta, uma medalha substituta da que o pugilista ganhou nos Jogos de Roma (1960) e que atirou ao rio Ohio

Muhammad Ali recebe de Juan Antonio Samaranch, em Atlanta, uma medalha substituta da que o pugilista ganhou nos Jogos de Roma (1960) e que atirou ao rio Ohio

Com os Jogos em curso, 27 de julho entraria para a história do evento como o dia do regresso do terrorismo aos Jogos, 24 anos depois de Munique. Durante um concerto rock no Parque Olímpico do Centenário, uma bomba explodiu, matando uma mulher, Alice Hawthorne, e ferindo mais de 100 pessoas. Um operador de câmara turco que filmou os acontecimentos, Melih Uzunyol, morreu pouco depois de ataque cardíaco.

Este seria o primeiro de uma série de ataques atribuídos a Eric Robert Rudolph, um fundamentalista católico comprometido com as lutas anti-aborto e anti-gay e que pretendia atingir o Governo norte-americano por ter “perdido a moral”.

“Time” de 5 de agosto de 1996. Na capa, a “coragem” da ginasta Kerri Sturg e a “cobardia” do terrorismo

“Time” de 5 de agosto de 1996. Na capa, a “coragem” da ginasta Kerri Sturg e a “cobardia” do terrorismo

Em Atlanta, mais de 8,5 milhões de pessoas assistiram às provas ao vivo. Os EUA não desiludiram o seu público e conquistaram 101 medalhas, deixando a Rússia no segundo lugar a longa distância (63), seguida de Alemanha e China.

Uma das medalhas de ouro dos EUA foi ganha na ginástica, na prova por equipas. Pela primeira vez, as norte-americanas — que ficaram conhecidas como “As Sete Magníficas” — sobrepunham-se às russas. Não sem antes haver drama…

Kerri Sturg, de 18 anos, fez o último exercício, o salto no cavalo, lesionada. Quando aterrou de pé no colchão, agarrou-se de imediato ao tornozelo, tomada pelas dores. Tinha feito um salto suficientemente bom para garantir o ouro à sua equipa, mas naquele momento a atleta não conseguia expressar felicidade, apenas sofrimento.

Na cerimónia do pódio, Kerri foi levada ao colo pelo seu treinador, o romeno Bela Karolyi, o mesmo que treinou Nadia Comaneci. O valor das ginastas era inquestionável, mas a pressão exercida para a obtenção de resultados — muitas vezes sobre atletas de tenra idade — não deixou de perturbar quem nisso pensou ao assistir àquela prova.

Lesionada, a ginasta Kerri Sturg é levada para o pódio pelo seu treinador, o romeno Bela Karolyi

Lesionada, a ginasta Kerri Sturg é levada para o pódio pelo seu treinador, o romeno Bela Karolyi

© Mike Blake / Reuters

Em crescente afirmação nos Jogos, e no mundo, a África do Sul ganhou três ouros, através de dois atletas que eram, em si, o espelho do país. A nadadora Penny Heyns, vencedora dos 100 e 200 metros bruços, entrou para a história sul-africana como a primeira atleta a ganhar o ouro pós-“apartheid”. Penny era branca, como quatro quintos da equipa sul-africana, e tinha tatuada no ombro uma “springbok” (cabra de leque), insígnia associada ao “apartheid”.

O outro herói sul-africano foi o corredor Josia Thugwane, vencedor da maratona. “Vencer nos Jogos tirou-me da pobreza em que vivi toda a minha vida, mas muito mais importante deu-me a oportunidade de aprender a ler e a escrever, a educação que me tinha sido negada e que agora poderei dar aos meus filhos”, recordaria. Josia trabalhara grande parte da vida numa mina de carvão e só conseguia comunicar no dialeto da sua tribo. Após os Jogos teve aulas de zulu e de inglês.

  • Os Jogos do orgulho grego

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    Ao atribuir à Grécia os primeiros Jogos da era moderna, em 1896, os pioneiros do movimento olímpico quiseram homenagear o país que os criou. Os cofres do erário grego não tinham verba suficiente, mas um benfeitor chegou-se à frente e tornou o sonho possível. Este é o primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Competir aos domingos não é para cristãos

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    Os II Jogos Olímpicos, realizados em Paris, na pátria de Pierre de Coubertin, em 1900, ficaram na sombra de uma exposição universal e quase passaram despercebidos. Para complicar, atletas cristãos recusaram-se a competir aos domingos. Este é o segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • “Dias” da vergonha

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    À terceira edição, os Jogos rumaram ao “Novo Mundo”, integrados, pela segunda vez, no programa de uma exposição comercial. Um conjunto de competições destinadas a “povos primitivos” manchou o evento em St. Louis, em 1904, e envergonhou Pierre de Coubertin. Este é o terceiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Organização inglesa, regras inglesas

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    Numa corrida contra o tempo, os britânicos puseram de pé os IV Jogos, em 1908, sem gastar dinheiro dos contribuintes. À revelia do Comité Olímpico Internacional (COI), a organização de Londres definiu as regras das provas, arbitradas por juízes exclusivamente ingleses. Houve reclamações. Este é o quarto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • A morte saiu à estrada

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    Nuns Jogos bem organizados em que pela primeira vez participaram atletas dos cinco continentes — em 1912, em Estocolmo —, um português entrou para a história pelas piores razões. Ainda hoje, o drama de Francisco Lázaro é recordado na Suécia. Houve reclamações. Este é o quinto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Sem Jogos nem tréguas

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    A eclosão da I Guerra Mundial levou ao cancelamento dos VI Jogos previstos para 1916, em Berlim. A política levou a melhor sobre o desporto, violando um dos princípios sagrados dos Jogos da Antiguidade: as tréguas olímpicas. Este é o sexto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Retomar as Olimpíadas para ajudar à paz

    Desporto

    Com alguns campeões mortos nas trincheiras da Grande Guerra e a preparação de muitos mais prejudicada pelo conflito, os Jogos de Antuérpia, em 1920, foram parcos em grandes marcas. A bordo do navio que transportou os norte-americanos, exigências relativas ao alojamento quase geraram um motim. Este é o sétimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Momentos de glória, como no filme

    Desporto

    Em 1924, vivia-se em todo o mundo a tranquilidade entre guerras. Paris assegurou a organização dos VIII Jogos Olímpicos e, à segunda, não comprometeu. As prestações de alguns atletas despertaram o interesse do cinema. Este é o oitavo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O casamento com a Coca Cola

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    No pós-guerra, a Europa tornou-se a zona de conforto dos Jogos Olímpicos. Após Bélgica e França, o evento seguiu para a Holanda, que assegurou a IX edição, em Amesterdão (1928). Para as mulheres, a saída de Pierre de Coubertin da presidência do movimento olímpico foi uma boa notícia. Este é o nono de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Luxos e “glamour”, apesar da Grande Depressão

    Desporto

    A crise financeira mundial e a distância física até aos Estados Unidos fez diminuir o número de participantes nos Jogos de 1932. Para chegar a Los Angeles, atletas brasileiros tiveram de vender sacos de café pelo caminho. Amantes do desporto e talentosos para o espetáculo, os norte-americanos não pouparam nos luxos para os atletas. Este é o décimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Ao serviço da propaganda nazi

    Desporto

    Ao atribuir os Jogos de 1936 a Berlim, o Comité Olímpico Internacional deu um passo no sentido da normalização da relação com a Alemanha, rejeitada pelo mundo olímpico após Grande Guerra. A subida ao poder de Adolf Hitler trocou as voltas. O Führer encarou os Jogos como um palco de demonstração da superioridade ariana sobre os “inferiores” judeus e negros. Um afroamericano do Alabama provou na pista que Hitler estava errado. Este é o décimo primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • A guerra e o sonho de Hitler

    Jogos Olímpicos

    A II Guerra Mundial inviabilizou duas edições dos Jogos Olímpicos, em 1940 e em 1944. E motivou o Führer a tentar concretizar um sonho: tornar a Alemanha a sede permanente do evento. Este é o décimo segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Londres, a cidade dos momentos difíceis

    Jogos Olímpicos

    Símbolo da resistência aos totalitarismos, a capital inglesa foi escolhida para resgatar os Jogos das cinzas da II Guerra Mundial, em 1948. Ficariam conhecidos como os “Jogos da austeridade”. Este é o décimo terceiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O regresso dos russos, 40 anos depois

    Jogos Olímpicos

    Os Jogos de Helsínquia, em 1952, marcaram o retorno da União Soviética ao convívio olímpico. Com o mundo dividido em comunistas e capitalistas, os Estados Unidos ganharam um adversário à altura. Este é o décimo quarto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Os Jogos do “sangue na água”

    Jogos Olímpicos

    Um mês após a intervenção militar soviética na Hungria, um jogo de polo aquático, entre os dois países, nos Jogos de Melbourne de 1956 transformou-se num facto político. Os primeiros Jogos realizados a sul do Equador foram menos participados do que os anteriores, pela distância a que fica a Austrália e pela conflitualidade que se vivia no mundo. Este é o décimo quinto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Tradição e modernidade na Cidade Eterna

    Jogos Olímpicos

    A organização dos Jogos de Roma adaptou locais históricos às exigências das competições e com isso encheu-os de classe. O evento de 1960 marcou também o início dos chorudos contratos televisivos. Este é o décimo sexto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • A chama de Hiroxima

    Jogos Olímpicos

    Tóquio não se poupou a esforços para concretizar os primeiros Jogos no continente asiático, em 1964. Para os japoneses, o evento foi, a vários níveis, inesquecível, desde logo porque constataram, em choque, que não eram imbatíveis no judo. Este é o décimo sétimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O protesto depois da vitória

    Jogos Olímpicos

    A foto icónica dos Jogos de 1968, na Cidade do México — a do protesto, no pódio dos 200 m, de dois atletas norte-americanos — tem um segredo escondido... A história do atleta branco que, não parecendo, está solidário com os dois negros. Este é o décimo oitavo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Terror na aldeia olímpica

    Jogos Olímpicos

    “Os Jogos devem continuar”, decretou o Comité Olímpico Internacional, na sequência do dia mais negro da história do Olimpismo. Onze membros da delegação israelita tinham sido assassinados por um comando palestiniano, em Munique (1972). Na elegia fúnebre, o presidente do COI comparou o terrorismo à luta anti-“apartheid”. Este é o décimo nono de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O primeiro boicote em massa

    Jogos Olímpicos

    A ausência de 26 países africanos em protesto contra a participação da Nova Zelândia, a quem acusavam de cumplicidade com a segregacionista África do Sul, empobreceu os Jogos de Montreal (1976). Com quenianos e etíopes fora do atletismo, a estrela dos Jogos foi uma ginasta romena de 14 anos que não tardaria a tornar-se uma bandeira do regime ditatorial de Nicolae Ceausescu. Este é o vigésimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • As lágrimas do urso Misha

    Jogos Olímpicos

    Os primeiros Jogos realizados num país socialista foram boicotados por 65 países do bloco capitalista. “Brilhantemente organizados”, disse o presidente do Comité Olímpico Internacional, os Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, “foram tristes”. Este é o vigésimo primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Medalha de ouro para a iniciativa privada

    Jogos Olímpicos

    A ausência da União Soviética e de mais uns quantos aliados, em retaliação ao boicote capitalista aos Jogos de Moscovo, não impediu que Los Angeles 1984 fosse um enorme sucesso. Desportivo e comercial... O transporte do facho olímpico, no tradicional percurso desde Olímpia, foi vendido a 3000 dólares por quilómetro. Este é o vigésimo segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Do céu ao inferno por causa do doping

    Jogos Olímpicos

    Nos Jogos de Seul (1988), que a certa altura a Coreia do Norte quis coorganizar, o canadiano Ben Johnson atingiu o olimpo após derrotar o seu grande rival, Carl Lewis, nos 100 metros. Horas depois, era mandado para casa, vergado ao vexame do doping. Este é vigésimo terceiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Todos juntos, África do Sul incluída

    Jogos Olímpicos

    Pela primeira vez em muito tempo, não houve qualquer boicote aos Jogos Olímpicos. Pelo contrário, o número de países participantes aumentou como consequência da nova geografia política nascida após a queda do Muro de Berlim. Para a África do Sul, Barcelona 1992 foi o princípio do fim do seu isolamento. Este é o vigésimo quarto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época