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Chefe da missão olímpica portuguesa orgulhoso com resultados obtidos

Líder da missão lusa traça balanço positivo da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos Rio 2016, valorizando o ramalhete inédito de dez diplomas em detrimento das medalhas

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Patrícia Mamona à conversa com o chefe da missão nos Jogos Olímpicos, José Garcia

ANTÓNIO COTRIM / Lusa

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Numa primeira avaliação aos resultados averbados no Rio de Janeiro pelos olímpicos portugueses, José Garcia opta por olhar para o copo meio cheio em vez do meio vazio, traçando um “balanço positivo” da comitiva portuguesa. À míngua de medalhas, apenas uma (3e de bronze) no judo, através de Telma Monteiro, o chefe da missão lusa opta por colocar a lupa nos 10 diplomas conquistados em modalidades como a canoagem, triatlo masculino, ténis de mesa, marcha, triplo salto, ciclismo e futebol, em detrimento das subidas ao pódio.

“O balanço é positivo e, se olharmos aos atletas que ficaram nos seis primeiros lugares, e que foram 10, temos a melhor participação de sempre”, refere José Garcia citado pelo "Jornal de Notícias".

O antigo canoísta olímpico, 6.º classificado em K1 1000 metros no Jogos de Barcelona – a mesma prova em que Fernando Pimenta acabou em 5.º lugar no Rio, para a qual partia com grande ambição de atingir uma medalha –, lembra que o número de diplomas de mérito dobram os obtidos nos Jogos de Londres e Sydney, e superam os de Atenas (sete) e de Pequim (três).

José Garcia ressalva ainda que o país teve nos Jogos brasileiros, encerrados este domingo, os melhores desempenhos de sempre na ginástica, ténis de mesa e no triatlo masculino, apesar do quadro adverso em relação a outros países. “Portugal não reúne as melhores condições para os atletas se compararmos com outros países, mas estou orgulhoso”, diz, embora admita que uma medalha apenas saiba a pouco.

Outra das facetas elogiadas pelo chefe de missão é o percurso académico dos atletas olímpicos portugueses, dado que mais de metade já concluiram, frequentam ou têm matrículas congeladas no Ensino Superior. Apesar de referir que 65% dos nossos atletas são dos melhores do mundo, Garcia defende que cabe à Secretaria de Estado do Desporto e Juventude, ao COP e às federações “definirem o melhor caminho do desporto em Portugal”.

Antes de cruzar o Atlântico o COP apontava para duas a três medalhas, mas o líder da missão sublinha que os atletas tudo fizeram para honrar esse compromisso. A participação lusa terminou este domingo com os maratonistas Rui Pedro Silva e Ricardo Ribas, que não foram além dos 123.º e 134.º lugares na prova que deu a Portugal o primeiro ouro olímpico, garimpado por Carlos Lopes em Los Angeles, em 1984, e por Rosa Mota, em Seul, 1988.

Com um total de 24 medalhas, Portugal chegaria ao ouro mais duas vezes, por Fernanda Ribeira nos 10.000 metros em Atlanta 1996, e por Nelson Évora no triplo salto em Pequim 2008.

Resultados

Telma Monteiro – medalha de bronze (judo)
Emanuel Silva/João Ribeiro – 4.º lugar (canoagem, K2 1000m)
João Pereira – 5.º lugar (triatlo)
Fernando Pimenta – 5.º lugar (canoagem, K1 1000m)
Marco Freitas – 5º lugar (ténis de mesa)
Ana Cabecinha – 6º lugar (20km karcha)
Patrícia Mamona – 6º lugar (triplo salto)
Nelson Évora – 6º lugar (triplo salto)
Fernando Pimenta/João Ribeiro/Emanuel Silva/David Fernandes – 6.º lugar (canoagem, K4 1000m)
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