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Jogos Olímpicos

“Foram os piores Jogos do milénio. Não há como tornear isso”

Vicente Moura está desiludido com a participação portuguesa no Rio, reduzida a uma medalha de bronze (e a dez diplomas). O ex-presidente do Comité Olímpico Português atribui o desaire à falta de uma política desportiva de base no país, temendo que em Tóquio, daqui a quatro anos, seja “mais do mesmo ou pior”. Louva António Costa pelos parabéns à comitiva e critica os atletas que não assumem culpas na derrota e são pouco gratos nas vitórias

Isabel Paulo

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José Garcia, líder da missão olímpica, tem razões para estar orgulhoso da nossa participação no Rio?
Confesso que esperava resultados mais satisfatórios. Tenho uma longa experiência de Jogos Olímpicos, e sei como é bom lidar com momentos altos, como foram os Jogos de Los Angeles, com a medalha de ouro do Carlos Lopes, em 84, e outros de desânimo como os de Barcelona, em que não subimos ao pódio. Temos de ser realistas e aceitar quando a competição não corre conforme a expectativa. Recorrendo aos documentos e afirmações de membros do COP, esta participação fica bastante aquém do esperado.

Havia a esperança de três medalhas, reduzida ao bronze de Telma Monteiro...
Falou-se até de mais. Já em Pequim havia a hipótese de 12 atletas ganharem medalhas, e acabámos por vir embora com duas, uma de ouro e outra de prata. Em Londres só de prata, mas também bastantes diplomas, como agora aconteceu. Mas a verdade é que as pessoas esperam medalhas. Começou-se por falar em 12, depois cinco. Claro que isso era completamente irrealista....

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