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Atleta russa que usava camisola a dizer “Eu não me dopo” acusa positivo em teste de doping

Nadezhda Sergeeva competiu no bobsleigh e foi a segunda atleta dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang a testar positivo a substâncias proibidas

Lídia Paralta Gomes

D.R.

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O seu nome é Nadezhda Sergeeva, é russa, competiu no bobsleigh e foi a segunda atleta dos Jogos Olímpicos de Inverno a testar positivo num teste de doping durante a competição.

O caso de doping de Sergeeva, que foi apenas 12.ª na prova de bobsleigh de dois, torna-se mais curioso já que a atleta surgiu num vídeo publicado no YouTube antes dos Jogos Olímpicos envergando uma camisola com a inscrição “I don’t do doping” (“Eu não me dopo” em português).

Devido aos reiterados escândalos de doping em que o desporto russo tem estado envolvido, o país foi proibido de participar nos Jogos Olímpicos de PyeongChang, mas todos os atletas russos que conseguiram provar não ter qualquer ligação a casos de uso de substâncias banidas foram autorizados a estar presentes na Coreia do Sul, competindo pela bandeira olímpica.

Era o caso de Nadezhda Sergeeva, que terá acusado trimetazidina, um estimulante presente em medicação para problemas cardíacos. A federação russa de bobsleigh já admitiu que a atleta não tinha qualquer receita para tomar essa medicação. Contudo, Sergeeva nega ter tomado substância banida pela Agência Mundial Antidoping.

Este é o segundo positivo registado nos Jogos Olímpicos de Inverno, ambos de atletas russos. Alexander Krushelnitsky acusou meldonium e perdeu a medalha de bronze conquistada nos pares mistos do curling.