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Casillas tem de pagar mais IMI: a análise do Lá Em Casa Mando Eu aos jogadores do FC Porto

O blogue Lá em Casa Mando Eu é escrito por um casal com muitos problemas conjugais ao nível da bola: ela é portista fanática e ele é benfiquista ferrenho. O clube dela começou a ganhar e a Catarina explica o que viu

Catarina Pereira

JOSÉ COELHO/Lusa

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Casillas

O campeonato arrancou com uma evidência: Casillas devia pagar mais IMI, tal é a vista privilegiada que tem para os cruzamentos pelo ar. No golo do Rio Ave, tem a atenuante de mais três jogadores do FC Porto também terem ficado à espera dos meios aéreos para combater o fogo de Marcelo. Duas boas defesas nos últimos minutos do jogo, mostrando uma concentração só ao nível de quem, ao contrário de mim, tem bebés pequenos que dormem bem.

Maxi Pereira

Maxi arranca para a segunda época da sua carreira movendo-se à velocidade da redução do défice. Jogador de comportamento exemplar e fair play único, estou curiosa para ver se continuará a ser um mártir dos cartões amarelos.

Marcano

É um mal amado dos adeptos, mas já sobreviveu a um equipamento rosa, um castanho e agora um amarelo. No tempo dos jogadores à Porto, só serviria para a secção de ballet, mas vamos acreditar que ainda está a tempo de enrijecer.

Felipe

Durante a pré-época, tinha por Felipe o mesmo sentimento que pelos Jogos Olímpicos: não sabia nada, mas estava a gostar de ver. Em Vila do Conde, no entanto, começou por levar um amarelo inútil e, no golo do Rio Ave, parecia mais preocupado com as 422 pessoas que ficaram sem carro no Andanças do que com a marcação a Marcelo.

Alex Telles

Justo o primeiro amarelo por falta sobre Heldon. Já o segundo é para Alex Telles ter noção do que se inventa para expulsar jogadores do FC Porto. Saiu do campo a pedir desculpa, já tendo então feito mais do que os secretários de Estado que viajam à conta da Galp.

Danilo

O melhor jogador do Euro (eleito por unanimidade de quem vos escreve este texto) trouxe de França a vontade de ganhar e, esperemos, o caderno de orações de Fernando Santos. Bem precisamos!

Herrera

FRANCISCO LEONG

Nuno deu-lhe novas funções no meio-campo e Herrera respondeu com um golo tão bonito como as pernas de Capucho nos anos 90.

André André

É provavelmente o meu jogador preferido deste FC Porto, mas estava com a mesma cara da ministra da Administração Interna no ponto de situação dos fogos: estava tão bem de férias até que alguém o obrigou a estar ali. Vamos lá, rapaz, anima-te que já não tens o Aboubakar à frente!

Corona

À primeira vista, a geringonça deste trio atacante deixou muita gente desconfiada, mas pelo menos Corona parece já não ter saudades de Brahimi e Aboubakar (como qualquer portista, aliás). Marcou o golo do empate com uma acrobacia no solo ao nível de Simone Biles e, logo a seguir, enviou uma bola ao poste, lançando o FC Porto para o único título que não nos tem escapado: o do azar.

Otávio

O único sobrevivente do rol de reforços que Pinto da Costa anunciou atempadamente pareceu muitas vezes as capas d' “A Bola” e do “Record” sobre o Rafa: estava em dois sítios ao mesmo tempo. Além de muito interventivo nas alas e no meio, ainda fez o que um jogador do FC Porto tem de fazer para sacar um penálti: sofrer uma falta daquelas que nem os comentadores de segunda-feira à noite podem deixar de ver.

André Silva

JOSE COELHO

Com aquele ar de quem antes de marcar um golo é capaz de ajudar uma idosa a atravessar a rua e de adotar um cão doente, foi simpático ao ponto de deixar Cássio defender o penálti e, ao mesmo tempo, não deixar de fazer o que lhe competia na recarga. Fui uma dos vários milhares que insultaram Lopetegui quando não colocou André Silva em campo e a única coisa de que me arrependo é de não ter estudado mais palavrões em espanhol antes.

Layún

Foi um jogador fulcral no FC Porto de Lopetegui e Peseiro, o que, tendo em conta como a coisa correu, justifica por si só que se sente no banco.

Depoitre

Ficou 77 minutos a descansar para o play-off da Liga dos Campeões contra a Roma. O quê? Como assim? Não acredito...

Adrián López

Ainda ter Adrián López no plantel deixa-me a alucinar como se estivesse no Boom Festival. Espero estar enganada.

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