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Lá Em Casa Mando Eu

Prémio Puskas para Óliver, aplausos do grupo de fãs do Suk (e outras considerações mais ou menos a brincar do Lá em Casa Mando Eu)

A Catarina Pereira diz, também, que o Layún vai provocar um impeachment ao Alex Telles e que trocaria o Depoitre por um chocolate belga - se o mercado estivesse aberto

Catarina Pereira, Lá Em Casa Mando Eu

Comentários

FRANCISCO LEONG

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Casillas

Passou grande parte do jogo como os avançados do Benfica: no estaleiro. Foi chamado a intervir apenas duas vezes na primeira parte e correspondeu com duas defesas seguras. Já aos 60 minutos fez uma das defesas da noite, a remate de longe de Rafinha. Aos 68, saiu duas vezes em falso em dois cantos seguidos do Vitória, mas como não deu em nada não vale a pena estar a maçar os caros leitores com as minhas humildes preocupações.

Layún

Esteve em dois dos golos do FC Porto: marcou o canto que dá o primeiro e cruzou para o auto-golo no terceiro. Aos 43 minutos, enviou um livre à barra enquanto eu gritava a avisar Jorge Sousa que a barreira não estava a respeitar o spray para bolos. Aos 89 minutos ainda andava a fazer sprints e, para quem não sabe o que isto é, é o que o William Carvalho faz mas carregando no fast fast fast forward. A continuar a ser tão decisivo, sobretudo através das bolas paradas, talvez Layún se esteja a preparar para fazer um impeachment ao brasileiro Alex Telles. Temos pena, mas às tantas vai ter golpe!

Felipe

Teve a sorte de não enfrentar o goleador Marega, que curiosamente tem o mesmo nome daquele cepo que jogou no FC Porto o ano passado. Talvez por isso não teve grandes problemas e, os que teve, resolveu-os rapidamente. Não sendo nenhum Boly, vai crescendo e deixando-nos menos inquietos quanto ao centro da defesa.

Marcano

Às vezes dou por mim a imaginar o fecho do mercado em casa do Marcano: ele a fazer as malas com aquele ar deprimido de fim de férias, mas, de repente, em vez de Mangala vem Boly e já é dia de regresso às aulas por isso lá vai ele comprar livros e material para mais uma época. Não sei se motivado pela forte concorrência, mas o que é certo é que marcou o primeiro golo, aos 38 minutos, após um canto de Layún e o desvio (talvez propositado, talvez não, nunca saberemos) de Depoitre, que por acaso estava a ser completamente agarrado na grande área, mas esteve bem o árbitro em não marcar o penálti porque os golos de bola corrida são muito mais interessantes.

Alex Telles

Continua a subir muito no terreno, deixando um buraco na defesa do FCPorto e no meu coração. Fez muitos cruzamentos que não deram em golo, mas aos 54 minutos, por exemplo, esqueceu-se de descer e a ala esquerda ficou vazia para os jogadores do Vitória poderem testar os ataques sem qualquer tipo de resistência, porque nos treinos o Pedro Martins faz aquele ar sempre triste mas lixa-os com uns pinos à frente.

Danilo

A seguir à entrevista ao juiz Carlos Alexandre, penso que se impõe a entrevista às profundezas do pensamento de mais um homem que só vive do trabalho e que não pára nem ao fim de semana. Destaco o corte aos 24 minutos já dentro da área do FC Porto, no qual se antecipa ao jogador adversário de uma maneira tão rápida que William Carvalho só vai ver o lance amanhã.

André André

Fica-lhe muito bem a braçadeira de capitão, porque, parecendo que não, um filho do André parece-me ter mais a ver com o FCPorto do que um Herrera qualquer. Foi um dos grandes beneficiados com o sistema 4x4x2, mas foi ficando visivelmente mais cansado com o passar do tempo, suponho que a ressentir-se da presença na festa de despedida do Labyad.

Óliver

Acrescenta uma inegável qualidade ao meio-campo do FC Porto e até parece estar mais perigoso no ataque. Aos 13 minutos, recebeu o passe de André Silva, picou a bola sobre o adversário e perdeu a hipótese de rematar porque se demorou em fintas. Foi o chamado lance à Antero Henrique: demorou 26 anos a sair e depois perdeu-se por motivos de ordem pessoal. No início da segunda parte fez por merecer o prémio Puskas, numa tabela medida ao milímetro com Otávio que resulta no segundo golo. Aviso já que as más línguas vão dizer que foi sem querer. Saiu aos 76 minutos para entrar Rúben Neves.

Otávio

Perdeu o fulgor dos primeiros jogos, ganhando um perigoso avanço no título de jogador que promete muito na pré-época e nos primeiros jogos e que afinal não é assim tão bom. Ainda assim, esteve no lance do segundo golo, ao demonstrar uma enorme pontaria quando acertou em Óliver, e fez um remate perigoso aos 66 minutos, só que o árbitro não viu que o defesa corta a bola com a mão, mantendo a coerência com vários golos do Sporting esta época. Saiu aos 70 minutos para dar o lugar a Corona.

André Silva

Foi muito mais do que um ponta-de-lança e mostrou que se adapta tanto ao papel de goleador como ao de dar a jogar. Aos 19 minutos, viu o árbitro Jorge Sousa anular-lhe um golo por supostamente ter controlado a bola com a mão. Em Alvalade, este lance até já faz parte dos treinos. Na primeira parte ainda falhou um golo sozinho de cabeça na sequência de um canto. Aposto que se tivesse sido o goleador Marega os adeptos do FC Porto tinham injustamente assobiado. Saiu aos 70 minutos para entrar Diogo Jota e foi aplaudido de pé até pelo grupo de fãs do Suk.

Depoitre

Só acreditei que estava a jogar aos 30 minutos, quando, num livre marcado por Layún, cabeceou para uma grande defesa de Douglas, porque até aí temi que também não o tivessem inscrito no campeonato. Ganhou muitas bolas de cabeça e com o corpo, mas só esteve em mais um lance de perigo, aos 59 minutos, quando não chegou a um cruzamento de Óliver. Num campeonato em que precisamos de muitos golos do ponta-de-lança, vai ter que mostrar mais. E como o mercado já fechou, penso que já não temos tempo de o trocar por um chocolate belga.

Corona

Entrou ainda a tempo de mostrar serviço: primeiro, aos 83 minutos, num bom passe para André André que a defesa e o guarda-redes do Vitória evitaram que fosse mais perigoso; e depois, aos 88, numa jogada à Marega, perdão, Maradona, em que passou por toda a gente mas lhe faltou aquela dose de egoísmo que evitaria o passe falhado para Layún. A continuar assim, vai ser a maior transferência de sempre a seguir a Raul Jimenez.

Diogo Jota

Há quem desconfie desta contratação devido às suas juras de amor ao Benfica, mas eu estou longe de o poder julgar porque fiz juras de amor a um adepto do Benfica. Destacou-se numa boa desmarcação aos 76 minutos, mas o remate saiu desastroso. Vou estar atenta: se continuar a falhar assim, começo a achar que é de propósito.

Rúben Neves

Conseguiu jogar ainda uns minutos, o que, naquela idade e em tempo de regresso às aulas, é sempre de assinalar