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A apreciação à exibição de Herrera em Copenhaga e outras considerações de Lá em Casa Mando Eu

Catarina Pereira acha que Depoitre foi titular em Copenhaga e é difícil desmenti-la, tendo em conta a exibição de André Silva. Quem também raramente esteve em campo foi Casillas, que está a considerar dar aulas de espanhol a um certo e determinado treinador da Segunda Circular

Catarina Pereira, Lá em Casa Mando Eu

Comentários

O onze do FC Porto em Copenhaga

JONATHAN NACKSTRAND/Getty

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Casillas

Mais uma noite sem grande trabalho, à exceção de uma boa defesa, aos 30 minutos, num remate forte, fora da área. Se isto continuar assim, sugiro que comece a pensar num part-time para ir ocupando o tempo. Por exemplo, ouvi dizer que dava jeito um professor de espanhol ao treinador de um dos nossos rivais. O dinheiro não será problema, certamente.

Maxi Pereira

Na frente, esteve muito ativo na segunda parte, mas o seu remate frouxo, de pé esquerdo, depois de uma boa jogada individual, foi o melhor que se viu. Na defesa, houve um rapaz do Copenhaga, de seu nome Toutouh, que o deixou no chão com uma finta. Perante a incapacidade de se levantar num ápice, assistimos a um daqueles raros momentos em que Maxi deixou passar a bola e o homem. Como as coisas mudam...

Felipe

Parece cada vez mais confiante e fez pelo menos dois cortes que nos evitaram algum sofrimento. Acho que, para tal, está a contribuir o facto de estar a perder aquele ar de Tarzan que cresceu na selva rodeado de animais pouco civilizados. Aquele momento em que travou uma das últimas jogadas do Copenhaga com calma e imponência deu-me esperança de que o aluno da fila de trás esteja finalmente a perceber a professora de Matemática.

Marcano

As pequenas distrações que teve não se traduziram em oportunidades de grande perigo do Copenhaga. Aos 22 minutos, aliviou uma bola contra um adversário e quase marcava na própria baliza, num daqueles lances em que por momentos se confundiu a área do FC Porto com o Metro de Lisboa: sobrelotada e a funcionar mal.

Alex Telles

A facilidade com que ficou para trás numa tabela entre os jogadores do Copenhaga deixou-me tão preocupada quanto um social-democrata que esteja atento às sondagens do PSD. Não fez um mau jogo e, enquanto teve força para correr de um lado para o outro, continuou a afastar da titularidade o fantasma Rui Rio, perdão, Miguel Layún.

Danilo

Aos 73 minutos, o senhor comendador esteve perto de marcar, num remate após a marcação de um canto que o guarda-redes defendeu. Foi contribuindo para a boa transição defensiva e rápida recuperação de bola que tivemos em alguns momentos. No ataque, tentou ainda dominar uma bola com a mão na área do Copenhaga, porque depois do jogo em Chaves ficou com a impressão que isto valia.

Otávio

É um daqueles jogadores que, mesmo quando não se destaca com golos ou grandes assistências, acrescenta sempre algo à equipa em termos de entrega e vontade de ganhar. É óbvio que só isto não chega e precisamos daquele Otávio que resolvia jogos de volta, correndo o risco de um dia ele ficar reservado apenas para aquelas picardias históricas com presidentes do Arouca nos túneis.

Óliver

Foi, novamente, o jogador do FC Porto mais esclarecido em campo, com recuperações de bola essenciais e passes certeiros que não foram devidamente aproveitados pelos colegas. Ter a qualidade de Óliver no meio-campo é o equivalente a enfiar um galo gigante na Ribeira das Naus: é impossível não ver o resultado. Já agora que falei nisto, se o galo de Barcelos ou a própria Joana Vasconcelos tiverem a capacidade motora para rematar uma bola para dentro de uma baliza, estamos a contratar.

Corona

Foi um dos grandes prejudicados pelo relvado do Parken, com muitas escorregadelas e demasiados tropeções. Já agora, permitam-me o desabafo: então uma pessoa vai à Dinamarca, um país todo certinho, cheio de nórdicos que pagam os impostos todos e que não atravessam a rua fora da passadeira, e leva com um relvado de Vidal Pinheiro dos anos 90? Não é justo.

Diogo Jota

Aos 13 minutos, desperdiçou um bom cruzamento de Corona quando tentou parar a bola no peito, mas a deixou fugir. Este seria apenas o início de uma longa noite de algum desconforto e desatino, em que mais pareceu uma girafa bebé a tentar andar ou um inglês a sair de um bar em Albufeira de madrugada.

Depoitre

Nuno surpreendeu ao dar-lhe a titularidade ao lado de Diogo Jota e não vai livrar-se das críticas por ter deixado André Silva no banco. Foi arriscado, mas até foi o melhor jogo do belga. Fora todas as escorregadelas, os remates frouxos e os centímetros a que ficou de demasiadas bolas, já o vi fazer pior. Foi giro, mas agora que venha o André, se faz favor.

Evandro

Se acham que Donald Trump está a fazer más escolhas para a sua administração, tentem perceber pelo menos se ele não tinha apenas ao seu dispor José Sá, Boly, André André, Evandro, Varela, Depoitre e Herrera.

Varela

Espero que pelo menos tenha gostado de Copenhaga. Ouvi dizer que é uma cidade bem bonita.

Herrera

Para não dizerem que só sei criticar o rapaz, hoje não contribuiu para o mau resultado do FC Porto.