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Lá Em Casa Mando Eu

E o tempo, hein? (isto é Lá em Casa Mando Eu a escrever sobre o jogo apitado por E-Paixão)

O FC Porto perdeu na Mata Real, pela primeira vez na Liga, e Catarina Pereira não está feliz: “Acabou-se a paródia”

Catarina Pereira, Lá em Casa Mando Eu

Brahimi falhou um penálti contra o Paços de Ferreira e o FC Porto perdeu

MIGUEL RIOPA/GETTY

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Casillas

Tanto aviso durante os últimos dias e o mau tempo esteve só a engonhar até isto começar. Muita chuva, muito vento, um relvado destruído, E-Paixão no apito e todas as condições reunidas para Luís Freitas Lobo relatar aquilo que lhe parece sempre um excelente jogo de futebol. Demonstrando que já está bem integrado na sociedade portuguesa, Casillas colocou-se no centro da tempestade, passou 90 e tal minutos a olhar para a agitação pacense e acabou por levar com uma onda de três pontos perdidos. Parece que nos esquecemos do aviso vermelho...

Ricardo

Bom regresso à equipa, não esteve mal a defender e atacou melhor do que a pessoa que estava colocada mais à frente na sua ala e que devia, precisamente, atacar. No entanto, nunca conseguiu levantar-me do sofá a gritar “ISSO! É ISSO MESMO!”, como quando o jogo acabou e Maxi foi a correr ter com Assis para lhe perguntar, se a memória não me falha, se estava tudo bem com ele ou precisava de ajuda para sair do relvado e ir a um hospital averiguar o seu estado de saúde, que tantos altos e baixos não podem fazer bem a ninguém e eu também estou muito preocupada com ele.

Felipe

Suponho que não lhe tenha caído bem que aquele rapaz do Paços tenha marcado golo enquanto ele ficava apenas a olhar para o desenrolar do lance. De resto, alguns cortes preciosos e também uma ou outra oportunidade de marcar, além de ter conseguido um feito que vai muito além de qualquer resultado, de qualquer estatística ou de qualquer campeonato: Bruno Paixão marcou um penálti evidente a favor do FC Porto. Se Mário Jardel for vivo, alguém que o avise, por favor.

Marcano

Alguns bons cortes lá atrás, uma atitude intocável e várias faltas atacantes assinaladas sobre adversários que se queixavam justamente ao árbitro que Marcano tem ar de quem compra móveis numa cadeia sueca.

Dalot

Durante grande parte do jogo, parece ter sido o único jogador do FC Porto que percebeu que, para uma bola ultrapassar vários adversários e chegar a estar em contacto com um dos nossos, é necessário que esse mesmo objeto seja levantado a uma altitude mínima de um corpo humano. Nota-se, portanto, o bom trabalho da formação do nosso clube no que ao ensino de grandes conceitos de Física e Matemática diz respeito.

André André

Apesar de não o conhecer, gosto muito do André André como pessoa. Por respeito à sua família (que adoro, amo, e tudo isso), não tenho opinião formada sobre ele enquanto jogador. Mas digamos que, se estivéssemos 10 anos à frente da concorrência, penso que ainda nos podia ser bastante útil como funcionário judicial.

Sérgio Oliveira

De vez em quando, temos de nos lembrar que vamos ter de lutar até ao fim por cada ponto com as limitadas armas que temos.

Corona

Além de um cruzamento e de um passe longo para Aboubakar, penso que apenas se destacou por sofrer falta antes do golo do Paços de Ferreira. Alguém sabe o que aconteceu àquela petição de um comentador que exigia a introdução das novas tecnologias no futebol? Penso que nos está a fazer falta algo que possibilitasse confirmar esse acontecimento, nem que para isso fosse preciso voltar atrás numa decisão do árbitro. Não sei, é só uma ideia que deixo no ar, com o tempo podemos melhorá-la.

Brahimi

Aos 68 minutos, teve a oportunidade não só de empatar o jogo, mas sobretudo de mandar empalar o guarda-redes do Paços de Ferreira que, quando não estava caído no chão, estava a apontar para colegas que estavam caídos no chão. Ainda bem que Brahimi marcou mal aquilo e o deixou defender, porque seria de muito mau gosto roubarmos pontos a uma equipa que já estava a sofrer um genocídio.

Waris

Começam a não faltar oportunidades para Waris nos provar que este campeonato não será decidido por nenhum reforço do FC Porto. Numa escala de 0 a Marega, digamos que esteve o mais longe possível do nosso mágico Moussa.

Aboubakar

Teve das melhores oportunidades para marcar, mas está claramente naquela fase da época em que se nota à distância o olhar desesperado de quem não consegue sequer dominar bem uma bola enquanto não acabar a fome no mundo e for assegurada a continuidade da espécie de pinguins-imperadores no Ártico.

Otávio

Por momentos, entrou e mudou a equipa para melhor, tornando-a mais forte na pressão ao adversário. Mas depois falhámos o penálti e instalou-se um gabinete de crise que não deixou mais haver jogo.

Gonçalo Paciência

Estava a ser dos melhores em campo enquanto aquecia, já que se fartou de insultar adversários que perdiam tempo no chão. Depois entrou e teve apenas uma oportunidade para igualar a partida, mas nessa altura já todos tínhamos percebido que íamos perder pontos para o nosso E-adversário.

Hernâni

É rápido. E eu já não tenho paciência para o seu egoísmo. Acabou-se a paródia.