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Lá Em Casa Mando Eu

AHHHHH YEEAAAHHH POEWOJFE WOIGJWKJ NVSLJFKDF DSKJVF!!!! Esta é a crónica impercetível de Lá em Casa Mando Eu depois da vitória na Madeira

Catarina Pereira estava num avião quando o FC Porto estava a jogar com o Marítimo, pelo que quando aterrou... quase desmaiava. Mas entretanto já teve tempo de recuperar e ver o jogo que deixou os portistas com uma mão no título

Catarina Pereira, Lá em Casa Mando Eu

HELDER SANTOS/GETTY

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Casillas

Já se sabe que quando Iker Casillas mete uma coisa na cabeça, há pouca coisa que se possa fazer para evitar que o consiga. Por exemplo, uma vez deu-lhe para beijar a namorada durante um direto para a televisão e ainda hoje há milhões de mulheres em todo o mundo que, a qualquer ato de romantismo do seu companheiro, pensam “errr, foi giro, mas o Casillas foi melhor”. É normal, trata-se de Iker Casillas e, basicamente, tudo o que ele faz, faz bem, e nem se gaba muito por isso. Quando, aos 11 minutos, sacou mais uma daquelas defesas que dão campeonatos, continuou com aquele ar de “este é mais um domingo qualquer nos Barreiros”, mas eu senti, logo ali, que escolhemos o homem certo para nos empurrar para o título. Errr... O José Sá foi giro, mas o Casillas é melhor.

Ricardo

Depois de todo este esforço, se formos campeões, espero que Ricardo tenha as férias que merece: descansado, ao sol, numa praia paradisíaca, sem Maxi Pereira por perto a ameaçá-lo e a ver pela televisão Cédric e João Cancelo a fazerem um excelente Mundial, conforme o selecionador, as mães e uma das irmãs dos respetivos laterais acreditam ser possível.

Felipe e Marcano

Não sei o que será preciso fazer para que esta continue a ser a nossa dupla de centrais para o ano, mas estou disponível para doações de dinheiro, sangue, órgãos e óvulos. É só dizerem.

Alex Telles

Estive num voo durante o jogo, pelo que tive de aterrar e esperar que o primeiro a ligar o telemóvel descobrisse o que tinha acontecido:

- Ganhámos!

AHHHHH YEEAAAHHH POEWOJFE WOIGJWKJ NVSLJFKDF DSKJVF!!!! (impercetível)

- Quanto?

- 1-0.

- Quem marcou?

- Marega

- A que minuto?

- 89.

- Como?

- De cabeça, num canto.

- De quem foi a assistência?

Por razões evidentes, ninguém fez esta última pergunta.

Sérgio Oliveira

Cada vez que Sérgio Oliveira vai marcar um livre perigoso, há em mim algum sentimento negativo que se manifesta, colaborando decisivamente para que ele falhe o respetivo lance de forma miserável. Penso que podemos vir a estar aqui perante um clássico desfecho: Sérgio Oliveira vai marcar o golo que nos dará o título, através da marcação de um livre perigoso, comigo a gritar antes “Oh, por amor de Deus, lá vai ele falhar isto”.

Herrera

Quando, daqui a uns anos, descobrirem que o FCPorto corrompeu os árbitros todos para fingir que nos prejudicavam, os juízes, procuradores e investigadores da PJ para irem aos jogos do Benfica e parecerem estar a pagar favores e certos comentadores para dizerem mal de nós, unindo a nação portista da forma que foi possível ver ontem e contribuindo, de forma decisiva, para o que espero vir a ser o título de campeão nacional, espero nada mais, nada menos, do que uma capa do jornal Expresso a denunciar tudo. Se alguém se lembrar de fazer um PowerPoint com os rostos desta enorme cabala, sonho com a minha fotografia lá e a seguinte descrição: “Catarina Pereira, a blogger que escrevia sempre mal do Herrera, levando-o à revolta que concretizou naquele golo decisivo na Luz e posterior canonização do mexicano como mais alto exemplar de uma época arrancada a ferros – termo sem ligação com a aparência física do jogador em causa”. Enfim, só não vê quem não quer.

Otávio

Foi, provavelmente, o menos entrosado na equipa no âmbito do querer parecer que não jogamos quase nada até matarmos isto tudo. Nos últimos quatro anos, Otávio seria um jogador melhor, que se destacaria mais devido à sua técnica e capacidade de luta, mas o FCPorto perderia no último minuto com um golo de um jogador emprestado pelo rival. Há que fazer sacrifícios, portanto.

Brahimi

Também já teve melhores dias, ainda que, mais uma vez, vários dos desequilíbrios criados tenham passado essencialmente por ele. Notei que, na receção no aeroporto, era dos jogadores mais emocionados, talvez porque já passou por muito para chegar até aqui, talvez porque, no meio daquela confusão, nunca conseguiu dar um beijo apaixonado ao Herrera como vi alguns adeptos a dar. Esperemos todos ter outra oportunidade para isso.

Soares

Continua empenhado em não marcar golos, desperdiçar oportunidades e provocar expulsões de guarda-redes comprados por nós para parecer que estão a travar um jogador que vai isolado quando, na verdade, só estão a fazer de propósito para o Marítimo ficar com menos um jogador num lance inofensivo, uma vez que Soares está empenhado em não marcar golos e desperdiçar oportunidades. Lá está: só não vê quem não quer.

Marega

No balanço que espero vir a fazer da época, desejo olhar para trás e ver em Marega tudo o que foi este FC Porto: um desajeitado, meio tosco até, que todos gozavam porque nunca iria conseguir fazer nada de jeito, sem oportunidade para rivalizar com todos os poderes instalados no futebol português, que aproveitou a única vantagem que tinha – a força, dos seus músculos ou dos seus adeptos – para acabar em primeiro. Quando voltarmos a brincar com Marega, lembrar-nos-emos daquele sorriso sincero, de quem festejava mais do que um golo, ou um eventual título, mas antes a conquista do que tanto vimos a exigir nos últimos tempos: respeito.

Corona

Estar a seguir a Marega na lista deve ser motivo suficiente para Corona vir aqui, ler isto e ficar extremamente satisfeito.

Óliver

Só está a um nome de distância de estar junto a Marega. Que emoção!

Gonçalo Paciência

Feirense. Vitória de Guimarães. Um ponto. Sem festa, sem euforia.

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