Tribuna Expresso

Perfil

Lá Em Casa Mando Eu

Lá em Casa Mando Eu temeu assim que Pepe foi fintado na área e não espetou um pontapé nas trombas que iria parar com aquela brincadeira

Ter pena de um jogador da seleção nacional em particular, durante uma grande competição, como a Catarina Pereira, do Lá em Casa Mando Eu, está a sentir de Gonçalo Guedes entre toda "a estratégia de não jogar um caracol". O que não considera, necessariamente, algo mau, porque "a última vez que isto me aconteceu foi com o Éder, portanto é insistir"

Catarina Pereira, Lá em Casa Mando Eu

Simon Stacpoole/Offside

Partilhar

Rui Patrício

Começou o jogo a ter de retirar papel higiénico da pequena área, um claro sinal de que havia alguns membros da Juve Leo na bancada atrás de si. No entanto, desta vez, tal comparência não serviu para o deixar a temer pela vida, pelo menos até começarem a chover bolas de Marrocos na área. Ainda assim, foi dele o momento do jogo, ao defender de forma brilhante um cabeceamento muito bem colocado, aos 57 minutos. Parece que está no ponto para ir para um clube grande da Europa. Ah, não? Ok...

Cédric

Tal como o cabelo de Neymar, parece ser um alvo fácil para piadas durante este Mundial, mas eu vou resistir, até porque hoje não foi o nosso pior lateral em campo.

Pepe

Uma pessoa teme que Pepe não esteja bem quando, logo aos 18 minutos, se deixa ser fintado por um jogador marroquino na nossa área e não lhe espeta um pontapé nas trombas que iria parar de imediato com aquela brincadeira de ficarmos a vê-los a jogar. Infelizmente, a partida prosseguiu neste rumo e também teve de nos valer um corte do mesmo Pepe, em cima do minuto 90, que foi festejado como se de um golo se tratasse. O que não faz sentido nenhum, porque não era do Ronaldo.

José Fonte

Mais penálti, menos penálti não assinalado pelo árbitro, talvez tenha sido a melhor exibição entre a defesa portuguesa. E agora vamos todos fazer um minuto de silêncio para assimilarmos esta informação.

Raphaël Guerreiro

Esta semana, ficámos a saber que o selecionador da Coreia do Sul trocou as camisolas de alguns jogadores para confundir os preconceituosos e vesgos ocidentais. Já Fernando Santos colocou em campo um cidadão nacional qualquer, sem posicionamento, que fazia faltas estúpidas e se deixava constantemente enganar por Amrabat, mas que vestia a camisola oficial de Raphaël Guerreiro.

William Carvalho

Mais um jogo essencialmente passado a apreciar a atmosfera russa, tendo-se destacado pelo pequeno estalo que deu a um adversário, que já está a ponderar rescindir com o Mundial com justa causa.

João Moutinho

Fez a assistência para o único golo da partida e, juntamente com Rui Patrício e Cristiano Ronaldo, voltou a ser dos únicos em campo a jogar ao seu nível. O que é óptimo para quem tem de escrever sobre todos os outros do ponto de vista humorístico.

João Mário

A ideia era trocar um Bruno Fernandes pouco inspirado contra a Espanha por um João Mário mais fresco, com maior capacidade de desequilíbrio e sem medo de ter a bola nos pés. E a prova de que nem sempre as melhores ou piores ideias influenciam o decorrer de uma partida é que o México limpou a Alemanha depois daquela festa da semana passada.

Bernardo Silva

Jogo muito fraco do nosso extremo-beto, que não conseguiu parar para pensar perante tanta pressão marroquina e que falhou praticamente todos os passes que se atreveu a executar durante a estratégia geral de não jogar um caracol. Destaque para o lance ao minuto 27, quando estragou um contra-ataque com um passe para trás, que saiu pela linha lateral e provocou uma enorme gargalhada algures na Arábia Saudita.

Cristiano Ronaldo

Entrou novamente em campo com vontade e determinação para levar uma seleção às costas e o golo solitário que marcou, logo aos 4 minutos, foi mesmo o melhor que Portugal fez hoje, ainda que para tal muito tenha contribuído a marcação de Manuel da Costa, também meio português, completando assim um ciclo perfeito de circunstâncias que nos tornam um país do caraças. Ao intervalo, saiu do relvado a dizer a Fernando Santos que estávamos a jogar pouco, mostrando, por um lado, um poder de análise acima da média e, por outro, que conseguiu adivinhar o que também íamos jogar na segunda parte. Ainda marcou dois livres contra a barreira e atirou-se para o chão a pedir um penálti inexistente, portanto não o podemos mesmo acusar de não ter tentado tudo o que habitualmente resulta no Real Madrid.

Gonçalo Guedes

Tal como no primeiro jogo, teve oportunidade de fazer o 2-0, mas falhou quando estava praticamente sozinho, após uma grande assistência de Cristiano Ronaldo. Mais tarde, aos 52 minutos, protagonizou, com João Mário e Bernardo Silva, uma jogada que define bem o Mundial de Portugal até agora: estavam os três sem saber o que fazer, quando a bola saltou e foi, sozinha, ter com Ronaldo. Ela lá sabe. Quanto a Gonçalo, começo a ficar com pena dele, sinceramente, e a última vez que isto me aconteceu foi com o Éder, portanto é insistir.

Gelson Martins

A pobre exibição de Bernardo Silva levou-nos, por momentos, a exigir uma substituição que alterasse o rumo da partida e trouxesse mais velocidade e capacidade de explosão ao ataque português. Não aconteceu.

Bruno Fernandes

Fez um remate rasteiro, fraco e um pouco incómodo e outro completamente despropositado e que teve como único mérito fazer o tempo passar. Dois lances que resumem, portanto, a nossa exibição esta tarde.

Adrien Silva

Ainda perdeu uma bola que deu um contra-ataque de Marrocos, mas seria injusto comparar estes 5 minutos em campo com toda a carreira de João Moutinho sem conseguir fazer esta asneira.