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Ele chegou, viu, marcou e enganou-se no que disse

Anderson Talisca voltou ao Estádio da Luz, festejou à brava o golo que marcou ao clube que ainda é o seu e, no fim, falou. Disse que ainda não sabia porque foi emprestado ao Besiktas e que o Benfica não lhe pagou o último salário que lhe devia. No contrato que o brasileiro firmou com o clube turco, porém, está uma cláusula a estipular que o jogador não tinha mais verbas a receber do Benfica

Diogo Pombo e Pedro Candeias

SOU EU, SOU EU! Talisca fez questão de dizer quem é a quem não o conhecia, quando regressou à Luz com a camisola do Besiktas

AFP/PATRÌCIA DE MELO MOREIRA

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O moleque chegou um dia ao Bahia, magricela, a querer jogar à bola e a pedir que lhe dessem uma chance. Era um espeto, ossos a mais e músculo a menos, tão magro que só mesmo a técnica e a forma como batia na bola o safaram. Ficaram com ele, mas o corpo que tinha fê-lo levar com a alcunha de Talisca. Uma cana, uma árvore magra, uma tala estreita, uma palavra que os brasileiros usam e que Anderson Souza Conceição adotou como apelido. O rapaz foi jogando, sem mexer na confiança que tinha no pé esquerdo, o seu ponto a favor para abafar todos os que tinha contra.

Esse pé foi-lhe dando golos, assistências, passes bonitos, cantos bem marcados. Coisas que compensaram a pouca rotação que tinha em campo, alguma molenguice e uma espécie de estilo que parecia não ter sítio para encaixar. Mas o pé canhoto, lá está, valia a pena. Foi isso que terá pensado Jorge Jesus, quando convenceu o Benfica a pagar por ele e, depois, quando fez questão de o ter na equipa. Experimentou-o em todo o lado: Talisca foi médio centro, extremo, segundo avançado e até trinco, o brasileiro tinha de encaixar em algum lado. O alto e magrinho habituou-se à equipa e, quando chegou o mês de novembro da primeira época no Benfica, já tinha nove golos marcados.

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