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Um redondo, entediante e frio... zero

O FC Porto empatou a zero em Copenhaga num jogo que raramente foi mais do que... zero

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André Silva esteve mais escondido do que é habitual

JONATHAN NACKSTRAND/Getty

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Nada contra o FC Porto e contra o Copenhaga, mas por volta das 20h30 era difícil não estar a praguejar por estar a falhar o 5-2 - que entretanto passou a 8-4 (12 golos!) - do Borussia de Dortumund-Legia. É que na Alemanha não faltaram oportunidades e golos, num jogo aberto e emocionante - precisamente tudo o que não houve na 1ª parte (bom, até na 2ª...) do Copenhaga-FC Porto.

Hiperbóle para o efeito dramático? Não. A noite em Copenhaga estava fria e desinteressante e o Copenhaga-FC Porto raramente foi mais do que isso.

Remates do FC Porto à baliza na 1ª parte? Zero. Remates do FC Porto com o mínimo de perigo na 1ª parte? Zero. Oportunidades de golo? Zero. Razões para mudar para o Borussia de Dortmund-Legia? Muitas.

Para além de um remate muito torto de André Silva e de outro igualmente desviado de Diogo Jota, o FC Porto nunca se aproximou da baliza do Copenhaga, que - estranhamente - esteve bem mais dominante do que os portistas, assustando Casillas com um remate de Peter Ankersen e com um cabeceamento de Erik Johansson (e em ambos os lances Maxi a mostrar-se muito infeliz defensivamente).

JONATHAN NACKSTRAND/GETTY

Mais motivos de interesse? Zero. O FC Porto - esta noite de volta ao onze que recebeu o Benfica - até tinha menos razões de preocupação do que no Dragão, onde empatou com os dinamarqueses (1-1), uma vez que faltavam ao treinador Stale Solbakken os avançados Cornelius (que marcou no Dragão) e Santander, opções habituais para a frente de ataque.

Mas nem assim o FC Porto assumiu o jogo, como era expetável, até pela eliminação da equipa da Taça de Portugal. A equipa de Nuno Espírito Santo só criou algum perigo digno desse nome na 2ª parte, quando André Silva esteve perto do golo por duas vezes na mesma jogada, mas Olsen defendeu por duas vezes - uma delas de forma acrobática, com o pé.

É certo que os portistas, na 2ª parte, foram bem ofensivos do que o Copenhaga, mas pouco mais produziram para além do lance de André Silva e de um remate de longe de Diogo Jota, à figura. E Nuno não pareceu querer mais do que o empate que tinha na mão: só mexeu aos 84', para tirar Otávio e pôr... Evandro, e aos 89', para tirar Corona e pôr... Varela.

De resto, zero.

PS- O FC Porto continua em 2º lugar do grupo G, agora com oito pontos, menos cinco do que o Leicester e mais dois do que o... Copenhaga. O Club Brugge, que perdeu por 2-1 com o Leicester - que garantiu o 1º lugar -, continua em último, sem pontos. Na última jornada, o FC Porto recebe o Leicester e o Copenhaga vai à Bélgica. Com o 2º lugar ainda em aberto.