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Ecos de uma noite histórica: a “remontada lendária” do Barcelona, Neymar como “Bola de Ouro” e o PSG a naufragar

Equipa catalã venceu o Paris Saint-Germain por 6 a 1 e avançou para os quartos de final da Liga dos Campeões depois de perder por 4 a 0 na França. Foi uma noite daquelas que raramente acontecem

Evandro Furoni

Laurence Griffiths

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O mundo da bola rendeu-se ao feito histórico do Barcelona. A equipa catalã reverteu o resultado de 4 a 0 sofrido em Paris e classificou-se para os quartos de final da Liga dos Campeões ao bater o PSG por 6 a 1 no Camp Nou. Aconteceu ontem à noite e hoje ainda pouca gente acredita no que viu.

Entre os inúmeros adjetivos para o clube espanhol, e críticas para os franceses, destacam-se os elogios a Neymar, o herói da noite.

“São lendas” é o que a capa do diário catalão “Sport” estampa na edição desta quinta-feira. “O Barça classifica-se para as quartos de final da Liga dos Campeões com uma ‘remontada’ que entra para a história”, escreve o jornal catalão.

D.R

A “remontada” - a recuperação - foi o principal tema a envolver o Barcelona desde que perdeu 4-0 na primeira partida dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

A equipa precisava de contrariar uma desvantagem nunca vista na história do torneio para avançar para a próxima fase. E a coisa ficou ainda mais difícil quando Cavani marcou o golo do PSG e deixou a partida ainda em 3-1. Só que... Só que três golos nos sete minutos finais colocaram o Barça na fase seguinte.

Mesmo o jornal desportivo de Madrid “Marca” se rendeu ao feito. “Apoteótico” é como o jornal define o feito do Barcelona nesta quinta-feira. O diário também exaltou o brasileiro Neymar, que teve uma atuação “digna de Bola de Ouro”, na opinião do jornal.

“Numa partida que dará muito no que falar, Neymar não só conseguiu avançar a sua equipa para os quartos-de-final da Liga dos Campeões com também se instalou de forma definitiva no Olimpo do futebol”, escreve a "Marca" na sua versão online.

Neymar marcou dois golos, um de livre e outro de penálti, e fez a assistência para o sexto golo do Barcelona. Tudo nos sete minutos finais da partida.

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Do lado francês, o clima é de luto. O jornal “L'Équipe”define como “inqualificável” a atuação da equipa do técnico Unai Emery. E “Naufrágio histórico” foi o que escreveu a revista “France Football” na sua edição online.

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Os jornais franceses não mencionaram a atuação do árbitro Deniz Aytekin, que assinalou duas penalidades discutíveis para o Barcelona.

Já o espanhol “As” destacou os polémicos lances na sua capa. “Remontada com ressalvas” escreve o jornal.

“O PSG e o árbitro foram queimados pelo medo de palco”, sugere o diário espanhol sobre a influência das bancadas do Barcelona na atuação dos franceses e do árbitro.

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