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Na última vez que saiu tão cedo da Liga dos Campeões, Guardiola jogava em Itália, era suplente e fora acusado de doping

Espanhol nunca havia caído antes das meias-finais da Liga dos Campeões como técnico. Como jogador, isso ocorreu em 2003, um dos piores anos da carreira do médio

Evandro Furoni

Michael Steele/Getty

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Pep Guardiola foi eliminado pela primeira vez na sua carreira de treinador antes das meias-finais de uma Liga dos Campeões na última quarta-feira. Como jogador, sair tão cedo da competição traz recordações de um dos piores anos na vida do futebolista.

Na época de 2002-03, Guardiola era suplente da Roma, viu a sua equipa cair na segunda fase da competição e enfrentou provavelmente a maior polêmica de sua carreira.

Depois de tornar-se um símbolo no Barcelona, com mais de 400 jogos com a camisola da equipa catalã, Guardiola decidiu ir para a Itália em 2001. O médio jogou inicialmente pelo Bréscia, que acabou apenas no 13.º lugar da Série A, mas chamou a atenção da vice-campeã Roma, que procurava mais experiência para a Liga dos Campeões da época seguinte.

O que poderia ser o momento de renascimento de Guardiola, então com 31 anos, transformou-se num pesadelo. O espanhol nunca se afirmou na equipa titular da Roma.

Pela Liga dos Campeões, foi chamado para entrar no relvado apenas uma vez pelo técnico Fabio Capello - jogou os 45 minutos finais da derrota dos italianos diante Real Madrid, por 3-0, na primeira partida da competição.

A Roma conseguiu avançar para a fase seguinte como segunda colocada do seu grupo porque, ao contrário do que acontece hoje em dia, as equipas não jogavam os oitavos de final logo a seguira aos grupos. Os clubes eram divididos em quatro grupos, e os dois líderes de cada um avançavam aos quartos de final.

Guardiola não jogou nenhum minuto desta fase. Após ter sido suplente nos dois primeiros jogos, o médio foi suspenso por quatro meses em janeiro de 2003. O espanhol foi acusado de doping pelo uso de anabolizantes.

Essa é provavelmente a maior polêmica da carreira do futebolista. Pelas leis italianas, os atletas são passíveis de ações criminais caso quebrem o regulamento antidopagem. O espanhol sempre negou o uso de substâncias ilegais. “Eu recorrerei o quanto for necessário e no final limparei o meu nome. Eu lutarei até o fim, pois não quero que o meu nome e minha carreira carreguem esta mancha”, disse Guardiola após receber as acusações criminais.

Ele conseguiu limpar o seu nome. O futebolista foi absolvido de todas as acusações de doping em 2007, quando iniciava a carreira como técnico.