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Liga dos Campeões

Dortmund admitiu abandonar a Champions após ataque contra autocarro

Revelação foi feita pelo diretor-geral do clube germânico. Atentado foi entretanto reivindicado por grupo de extrema-direita, mas as autoridades estão ainda a investigar a autenticidade

João Santos Duarte

PATRIK STOLLARZ

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O diretor-geral do Borussia de Dortmund, Hans-Joachim Watzke, admite que chegou a considerar a retirada do clube da edição deste ano da Liga dos Campeões, depois da explosão de um artefacto junto ao autocarro da equipa ter provocado ferimentos num jogador e num polícia.

"Considerei por pouco tempo se deveríamos abandonar a competição, mas isso poderia ser uma vitória para os autores do ataque", afirmou este sábado Watzke ao diário alemão “Der Spiegel”.

O ataque aconteceu na altura em que a equipa já se dirigia para o estádio para defrontar os franceses do Mónaco. O jogo acabou por ser adiado para o dia seguinte e os alemães perderam a primeira-mão dos quartos-de-final da prova, em casa, por 3-2.

O diretor-geral do Dortmund acredita que o atentado não estava necessariamente dirigido à equipa, mas teria como alvo a Alemanha. O defesa espanhol Marc Bartra acabou por ser transportado para o hospital, com ferimentos na não e no braço.

Foram encontradas três cartas no local das explosões, que sugeriam uma ligação dos ataques ao terrorismo islâmico. Um suspeito foi detido, por alegadas ligações ao Daesh, mas as autoridades não conseguiram provar que estivesse relacionado com o atentado. Já esta sexta-feira, um grupo de extrema-direita também reivindicou a autoria da acção, de acordo com a imprensa alemã. A reivindicação está ainda a ser analisada pelas autoridades.