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Liga dos Campeões

Ronaldo ultrapassa Eusébio e é o primeiro a marcar em três finais da Champions

Cristiano Ronaldo ultrapassou este sábado os três golos de Eusébio em finais da principal prova europeia de clubes, ao bisar na final da Liga dos Campeões de futebol frente à Juventus (4-1).

Lusa

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Em Cardiff, na sua quinta final da Liga dos Campeões, o capitão da seleção lusa chegou aos quatro golos em finais e tornou-se no primeiro jogador a marcar golos em três finais da era moderna da Liga dos Campeões - desde 1992/93.

Antes deste sábado, Ronaldo somava dois tentos, um apontado ao Chelsea, pelo Manchester United, em 2008/09, e outro já pelos merengues, ao Atlético de Madrid, em 2013/14, na Luz.

No País de Gales, o português marcou os primeiro e terceiro golos do Real Madrid, intercalados pelo tento de Mandzukic para a Juventus e de Casemiro para os merengues.

Na época passada, de novo face aos colchoneros, Ronaldo já poderia ter igualado os três tentos de Eusébio, até este sábado o melhor marcador luso em finais, mas ficou em branco.

O internacional luso acabou por dar o triunfo aos merengues, mas porque foi ele o eleito para marcar a quinta grande penalidade, na lotaria (5-3), que não entra nestas contas.

Na primeira final, em 2007/08, Ronaldo subiu ao terceiro anel e cabeceou para dar vantagem ao Manchester United, aos 26 minutos, mas, em cima do intervalo, aos 45, Frank Lampard restabeleceu a igualdade, que durou até final do tempo extra.

A final de Moscovo decidiu-se nos penáltis e o português foi o primeiro a falhar - e único do United -, sendo salvo por John Terry, que escorregou e perdeu a hipótese de dar o cetro ao Chelsea, que viria a perder a 'lotaria' por 6-5.

O internacional luso voltou à final na época seguinte, em Roma, no que foi o seu último jogo pelo United, mais foi batido pelo FC Barcelona por 2-0. Marcaram o camaronês Samuel Eto'o, aos 10 minutos, e o argentino Lionel Messi, aos 70.

Já no Real Madrid, Ronaldo voltou à final em 2014/15, no Estádio da Luz, em Lisboa, onde selou o 4-1 final, aos 120 minutos, de grande penalidade. Os merengues chegaram ao prolongamento com um tento de Sergio Ramos, aos 90+3.

Na época passada, a final entre os dois clubes madrilenos também só se revolveu nos penáltis (5-3), sendo que, nos 120 minutos, foi de novo Sergio Ramos a marcar para os 'merengues', desta vez logo aos 15 minutos.

O Pantera Negra apontou dois dos cinco golos do Benfica face ao Real Madrid, em 1961/62 (5-3), e o insuficiente tento face ao AC Milan, em 1962/63 (1-2).

Nas outras duas finais em que participou, o rei não conseguiu marcar, primeira face ao Inter de Milão (0-1, em 1964/65) e depois frente ao Manchester United (1-4 após prolongamento, em 1967/68).

Com dois golos, ao lado Cristiano Ronaldo, estão mais dois mitos da história do Benfica, José Águas e Coluna, que marcaram face ao FC Barcelona (3-2, em 1960/61) e ao Real Madrid (5-3, em 1961/62).

Cavém, que faturou em 1961/62, Jaime Graça, autor do tento benfiquista em 1967/68, e Deco, que marcou um dos três golos portistas face ao Mónaco (3-0), em 2003/2004, são os outros internacionais lusos com tentos em finais da prova.