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Buffon e o árbitro que apitou o penálti: “Não é um homem, é um animal. Devia estar na bancada a comer batatas fritas”

O guarda-redes da Juventus foi expulso por protestar com o árbitro, depois de Michael Oliver assinalar um penálti, já nos descontos, que acabou por dar a vitória ao Real Madrid

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Loris Roselli

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Quando Gianluigi Buffon perde a cabeça, é porque as coisas estavam mesmo graves. Já nos descontos do Real Madrid-Juventus, com os italianos a ganhar 3-0 e a eliminatória empatada a três golos, o árbitro Michael Oliver entendeu que Benati empurrou Lucas Vázquez e marcou penálti.

O guardião da Juventus não se conteve nos protestos, acabou por ser expulso e, depois, Ronaldo marcou o penálti decisivo.

No final do jogo, Buffon lamentou a atitude do árbitro. "Marcar um penálti tão duvidoso, ou mesmo super duvidoso, mesmo antes do apito final é destruir o trabalho de uma equipa que deu tudo o que tinha. É ter um caixote do lixo no lugar onde devia ter um coração", disse o guardião italiano.

"Tens de estar preparado para um jogo assim. Tens de ver a 1ª mão e ver que um lance semelhante não foi marcado para a Juventus, em Turim. E é preciso especialmente teres uma personalidade forte para apitar um jogo assim. Se não tens personalidade, é melhor veres o jogo sentado na bancada, com a tua mulher e os teus filhos, enquanto comes batatas fritas", acrescentou.

Questionado sobre as palavras que motivaram a sua expulsão, naquele que deve ter sido o seu último jogo na Liga dos Campeões, aos 40 anos, Buffon disse o seguinte: "Naquele momento disse tudo, porque quando se toma uma decisão daquelas naquele momento do jogo é porque não se entende o que é o desporto. Um ser humano não pode decidir a eliminação de uma equipa com uma decisão assim. Quando sinto que não fui bom o suficiente, ponho-me num canto. Ele [árbitro] deveria fazer isso mesmo. É uma questão de sensibilidade. Não sabe onde está, não sabe que equipas jogam, não sabe merda nenhuma. Se tem o cinismo de marcar um penálti daqueles aos 93 minutos, não é um homem, é um animal."

Ainda assim, o guarda-redes da Juventus não quis ter mais palavras azedas para o futuro da equipa: "A vida continua. Estou feliz e orgulhoso por aquilo que fizemos, pelo que jogámos, tornámos o impossível, possível. É uma pena que tudo tenha acabado assim".

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    Ele correu como um louco, desvairado e gritante, quando viu a esperança. E acabou de novo a correr enlouquecido, mas pela vida que sentiu ser-lhe retirada por um penálti. Aos 40 anos, vimos Gianluigi Buffon a despedir-se na única competição que lhe ficará a faltar, comportando-se como nunca