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Uma equipa portuguesa sem portugueses já é normal, mas sem europeus?

O Vitória Sport Clube, que por cá conhecemos como Vitória de Guimarães, foi capaz de fazer algo inédito nas competições europeias - tornou-se na primeira equipa a alinhar com um onze sem jogadores nascidos na Europa

Diogo Pombo

MIGUEL RIOPA

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Douglas; Victor Garcia, Jubal Júnior, Pedro Henrique e Ghislain Konan; Alhassan Wakaso, Guillermo Celis, Paolo Hurtado, Raphinha e Sebastián Rincón; David Teixeira.

Estes são os onzes jogadores que tiveram o privilégio de serem titulares na partida que, esta quinta-feira, o Vitória de Guimarães teve com o Red Bull Salzburgo, para a primeira jornada da fase de grupos da Liga Europa. O jogo acabou 1-1, surpresa estragada, porque o suspense aqui nada tem a ver com o resultado - mas com os nomes.

Se os ler de novo, talvez não seja logo notório, pois há alguns que enganam e induzem uma ideia contrária ao que se confirmou assim que Pedro Martins confirmou à UEFA que seria esta a equipa titular. Porque há outra forma de ler esses onze nomes e mostrar quem jogou de início:

Um brasileiro; um colombiano, um brasileiro, um brasileiro e um costa-marfinense; um ganês, um colombiano, um peruano, um brasileiro e um colombiano; um uruguaio.

Ontem, no Estádio D. Afonso Henriques, foi a primeira vez que uma equipa europeia alinhou de início num jogo para as competições europeias sem jogadores europeus.

Na segunda parte ainda entrou em campo Kiko Rodrigues, um médio de 20 anos, aos 57’ minutos, e foi a única marca portuguesa e europeia no Vitória. Do outro lado, o RB Salzburgo começou a partida com oito jogadores europeus, três deles austríacos.

Como se o facto de os vimaranenses alinharem sem portugueses e sem europeus não fosse já inusitado, a meio do encontro ainda vimos os regadores de relva a serem ligados, com a bola a rolar.

Esse momento até teve a sua piada. O outro é que talvez não tanto.