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Luís Franco-Bastos

“Estado Puro” #10. Stats – Argentina - Maior distância percorrida: Sampaoli, 78 Kms na área técnica (por Luís Franco-Bastos)

Luís Franco-Bastos nasceu em Lisboa, nomeadamente num hospital privado. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e a média com que concluiu o curso é, no seu entender, um assunto do foro privado. É humorista e proprietário de imóveis, mas sobretudo humorista. Foi contratado só para esta crónica e, se alguém do Expresso tiver dois dedos de testa, não se seguirá mais nenhuma colaboração

Adam Pretty - FIFA

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Bonano; Ayala, Pochettino, Samuel; Javier Zanetti, Simeone, Véron, Sorín; Crespo, Claudio López e Batistuta. Se encontrarem, é favor enviar para Expresso, Edifício S. Francisco de Sales, Rua Calvet de Magalhães, Paço de Arcos, que eu depois vou lá buscar. Bem, e aqueles gajos ontem? Não sei quem eram. Só reconheci Messi, meio cabisbaixo, mas era definitivamente ele. Não parecia muito satisfeito por formar equipa com aqueles 10 adeptos argentinos que ganharam um meet & greet e estavam a pisar um relvado pela primeira vez, equipados como se fossem profissionais de futebol. Esta é a minha 10ª crónica na Tribuna Expresso, e ontem Messi (número 10) e mais 10 indivíduos deixaram bem claro que a Argentina não volta a jogar um Mundial senão daqui a 10 anos. A perfeição do Universo deixa-me, por vezes, esmagado.

O grande problema da Argentina, a meu ver, foi que o seu elemento com maior distância percorrida em campo tenha sido o seleccionador, aproximadamente 78 Km. Sampaoli parecia estar a correr ao som dos bips, clássico infernal de educação física, o que lhe roubou tempo para reparar que tinha Dybala no banco desde que chegou à Rússia.

Talvez devesse ter considerado a hipótese de orientar a equipa e deixar a sessão de cardio para mais tarde. Vai ter tempo daqui a uma semana, quando ficar desempregado.

Ainda para mais, a Argentina enfrentava o Boavista das Balcãs, também conhecido nalgumas culturas como Croácia. E cá está. Um trocadilho jocoso simples que, bem vistas as coisas, não funciona. Chamar Boavista à Croácia funciona com um certo tipo de público, mas perco esse público assim que vou buscar a referência “Balcãs”. Já os que apanham a referência “Balcãs” não ficam suficientemente entusiasmados com chamar Boavista a uma selecção. Não sou carne nem sou peixe. Como cronista, sou uma espécie de Tofu: estou meio na moda mas até que ponto é que sou realmente comestível? Deixo a pergunta no ar.

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    Luís Franco-Bastos nasceu em Lisboa, nomeadamente num hospital privado. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e a média com que concluiu o curso é, no seu entender, um assunto do foro privado. É humorista e proprietário de imóveis, mas sobretudo humorista. Foi contratado só para esta crónica e, se alguém do Expresso tiver dois dedos de testa, não se seguirá mais nenhuma colaboração.