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Luís Franco-Bastos

“Estado Puro” #18. Dar as mãos e fazer uma corrente? Giro. Mas eu tenho outras ideias (por Luís Franco-Bastos)

Luís Franco-Bastos nasceu em Lisboa, nomeadamente num hospital privado. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e a média com que concluiu o curso é, no seu entender, um assunto do foro privado. É humorista e proprietário de imóveis, mas sobretudo humorista. Foi contratado só para esta crónica e, se alguém do Expresso tiver dois dedos de testa, não se seguirá mais nenhuma colaboração

Luís Franco- Bastos

Francois Nel

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Chegaram os oitavos. Chegou o dia do Uruguai-Portugal. Consta que há um tal França-Argentina umas horas antes mas não me interessa, aliás, nunca ouvi falar destes países. Essa Argentina, em que ano se separou da URSS? Compreendam que não tenho tempo para tudo e estas selecções pequenas, pouco competitivas, não acompanho.

Uruguai-Portugal: Fernando Santos disse, e passo a citar, “Seria interessante que todos os portugueses por esse Mundo fora dessem as mãos e fizessem uma corrente forte enquanto cantamos o hino, que bem precisamos”.

Mister, também acho interessantíssimo. Talvez não a melhor ideia de sempre em termos higiénicos, porque as mãos de 10 milhões de portugueses são um paraíso de germes mas, ainda assim, interessante. No entanto, se estamos numa de dar ideias interessantes que possam contribuir positivamente para o desempenho da Selecção, gostaria de deixar aqui algumas que, a meu ver, são ligeiramente mais prioritárias do que darmos as mãos a 4429 km de distância a ver se isso nos ajuda miraculosamente.

Aqui vão, Mister:

1. Por favor, relembre o Fonte que um uppercut, no futebol, tende a ser falta.

2. Diga ao Cedric, com quem simpatizo, que ultrapassar o meio campo e voltar a ultrapassá-lo para cá rapidamente, não só não é violação de campo como no basket, como até ajuda bastante.

3. Bola no Ronaldo.

4. Conheço vários dealers. Se precisar de alguém que arranje qualquer coisa que espevite o William, por favor, ligue-me. O que precisar. Repito, o que precisar.

5. Não era mais fácil assumir duma vez por todas que o Gonçalo Guedes é seu filho?

6. Bola no Ronaldo.

7. O Nelson Semedo e o João Cancelo têm passaporte português. Palavra de honra. Esta não é tanto para agora, é mais para não se esquecer a partir de Setembro.

8. O Moutinho não é um X-Man. Ele envelhece, como todos nós.

9. Bola no Ronaldo.

10. Bola no Ronaldo.

11. Não esterilize o Pepe. Aquela agressividade dá jeito, mantenha-o assim e, se mais tarde quiser, pode até fazer criação.

12. Bola no Ronaldo.

E é isto. Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal!