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Um inglês e um português no centro das atenções no Portugal Masters

Andy Sullivan ganhou o torneio disputado em Vilamoura no ano passado e Ricardo Melo Gouveia é o único português que este ano compete no principal circuito europeu de golfe

Lusa

Andy Sullivan ganhou o torneio em 2015

Stuart Franklin/Getty

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O inglês Andy Sullivan inicia hoje a defesa do título de campeão do Portugal Masters em golfe, prova na qual os dois primeiros portugueses a entrar em ação serão Hugo Santos e João Ramos.

Sullivan, vencedor da prova portuguesa do calendário do Circuito Europeu em 2015, terá a seu lado o belga Thomas Pieters, que recentemente se tornou o melhor estreante da Ryder Cup, prova que o inglês também disputou.

“Acho que vai ser difícil [repetir a vitória]. O que aconteceu no ano passado foi fantástico, seria bom conseguir impor o meu jogo”, afirmou Sullivan, explicando que tem estado constipado nos últimos dias.

O golfista inglês, que integrou a equipa europeia que recentemente disputou a Ryder Cup, admitiu que gosta muito de Vilamoura: “É um lugar fantástico, com um ambiente descontraído.”

Sullivan, que já triunfou em três torneios do circuito europeu, considerou que a participação na Ryder Cup foi inesquecível: “É o maior evento que já joguei, nada de compara à Ryder Cup, tem uma atmosfera própria e única. Foi melhor do que eu imaginava.”

O golfista inglês, 15.º classificado da Corrida para o Dubai - o 'ranking' do golfe europeu -, integrou a seleção da Europa que no início de outubro perdeu para a equipa dos Estados Unidos a 41.ª edição da Ryder Cup, depois de vitórias consecutivas nas últimas três edições (2010, 2012 e 2014).

Ricardo Melo Gouveia, o único português que este ano compete no principal circuito europeu de golfe e que por isso teve entrada direta no Portugal Masters, estreia-se na 10ª edição da prova às 13h10, juntamente com o francês Julien Quesne e com o dinamarquês Lucas Bjerregaard.

Stuart Franklin/Getty

“Não quero colocar as expetativas muito altas, um 'top-10' no final da semana seria um bom resultado”, afirmou Melo Gouveia, que ocupa a 95.ª posição na Corrida para o Dubai - o 'ranking' do Circuito Europeu.

"Quero tentar fazer uma boa semana aqui para ter hipótese de entrar na Turquia e depois, se entrar na Turquia, vou tentar entrar na África do Sul, e assim sucessivamente até ao Dubai", afirmou o golfista, que este ano, juntamente com Filipe Lima, representou Portugal nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ricardo Melo Gouveia admitiu que nas últimas semanas não tem estado ao melhor nível, mas considerou que os treinos da última semana "têm corrido bem". "Vou sem muitas expetativas, vou dar o meu melhor cada dia", acrescentou.

Melo Gouveia lamentou as ausências de Ricardo Santos e Filipe Lima, ambos a disputarem o 'Challenge Tour' - a segunda divisão do golfe europeu -, mas reconheceu que a não participação na prova algarvia é o melhor para ambos. "É estranho [não estarem], mas eles estão a competir no 'challenge' para tentarem estar aqui como membros efetivos no próximo ano. Não fazia sentido estarem aqui estando a lutar para conseguirem o cartão para o European Tour", referiu.

Além de Ricardo Melo Gouveia, que tem entrada direta por se encontrar a disputar o circuito europeu, vão marcar presença no campo do Oceânico Victoria mais sete golfistas portugueses: os profissionais Hugo Santos, Tiago Cruz, João Ramos e João Carlota, e os amadores Tomás Silva e Pedro Lancastre.

A prova, que distribui prémios de €2 milhões, contará até domingo com a presença de nomes sonantes da modalidade, entre os quais o belga Thomas Pieters, que já admitiu o desejo de vencer o torneio. No Oceânico Victoria marcarão também presença o francês Alexander Levy, vencedor da prova em 2014, e o espanhol José Maria Olazábal, de 50 anos, que recentemente regressou à competição depois de 18 meses afastado devido a lesão.