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Um velho, uma barba e outros três pontos de interesse do fim de semana desportivo

Roger Federer, Nélson Oliveira, James Harden, a Premier League e Jéssica Augusto - eis o que precisa de saber na ressaca do fim de semana desportivo

Mariana Cabral

Paul Kane/Getty

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1. Olá, o meu nome é Roger e estou como novo

Se acha que um veterano de 35 anos que já conquistou 17 (d-e-z-a-s-s-e-t-e) Grand Slams já não treme quando pega no saco das raquetas e entra no court, pense de novo. “Sentia falta destes momentos, ainda me deixam nervoso. Até me emocionei”, confessou Roger Federer ao voltar ao ativo esta segunda-feira (certo, não é bem “fim de semana”, mas para muito boa gente ainda poderá ser tolerância de ponto, que é bem parecido), seis meses depois de uma lesão no joelho esquerdo que o afastou dos courts... e do top 10 - é agora o 16º mundial (sim, é um número estranho para um dos grandes do ténis).

“É especial estar de volta. Depois de Wimbledon tive de me desligar e tirar um tempo longe do jogo”, explicou o suíço, que estava parado desde julho de 2016, quando perdeu para Milos Raonic nas meias-finais de Wimbledon. “Mas senti-me bem novamente com a minha camisola de jogo”, acrescentou.

Tão bem que despachou o britânico Daniel Evans (66º) numa horinha (6/3, 6/4), na australiana Hopman Cup, que não conta para o ranking mundial mas serve de preparação para o Open da Austrália, que começa no dia 16. E, aí, teremos novamente Federer, que garante que ainda vai jogar “mais dois ou três anos”. A malta agradece.

2. Eis (o desaparecido) Nélson Oliveira

Quem? Aquele dos sub-20 que corria que nem um desalmado lá na frente e nos levou à final do Mundial, em 2011 (perdida para o Brasil). Ah, o Nélson Oliveira. De promessa concreta a promessa adiada, o ex-avançado do Benfica, agora no Norwich City, da 2ª divisão inglesa, marcou esta segunda-feira (volte a notar que este é um fim de semana alargado, obrigada) o primeiro hat trick da carreira, ao Derby County (3-0).

Com 25 anos, o internacional português continua a destacar-se em Inglaterra, onde já estava desde a época passada e onde soma agora sete golos no 9º classificado do Championship. Ano novo, carreira nova.

3. A barba assusta e o número de pontos também

Matthew Stockman

O leitor pode não seguir a NBA atentamente e pode até nem conhecer James Harden, mas nem é preciso grande contexto para perceber o feito deste tipo barbudo dos Houston Rockets: em 42 minutos, conseguiu 53 pontos, 17 assistências e 16 ressaltos, num jogo que os Rockets ganharam aos Knicks por 129-122 (este sim, no fim de semana).

Harden tornou-se assim o primeiro jogador da história da NBA a conseguir mais de 50 pontos e mais de 15 assistências e ressaltos num único jogo. Nada mau para ajudar à modéstia de quem respondeu assim, quando questionado sobre quem deveria ser o MVP (o jogador mais valioso) da liga: “The Beard”. Ou, em português, “a barba” - a alcunha de Harden, pois claro.

4. O golo do ano marcado no primeiro dia do ano

Já estamos todos fartos de saber que os ingleses jogam e jogam e jogam, seja lá em que altura for (recorde AQUI o 'Boxing day'), mas os jogos deste fim de semana de ano novo foram uma verdadeira loucura: houve jogos no dia 31 (Manchester United 2-1 Middlesbrough), no dia 1 (Chelsea 4-2 Stoke e Liverpool 1-0 Manchester City) e novamente hoje (o City ganhou ao Burnley, 2-1, e o Liverpool empatou com o Sunderland, 2-2).

Se isto é chocante para quem joga e treina, para quem fica em casa no sofá o que interessa mesmo é que há mais bola para ver e logo com momentos indescritíveis. Primeiro, no Arsenal 2-0 Crystal Palace, onde Giroud marcou o golo do ano - já se pode dizer isto no primeiro dia do ano? - com um pontapé à escorpião (AQUI) e, depois, com um golo de matraquilhos de Aguero no jogo do City (AQUI). Não há nada como a Premier League.

5. Atrasada mas na frente

Se a sua resolução de Ano Novo foi começar a fazer exercício físico, aqui vai um incentivo, cortesia de Jéssica Augusto. “Saio daqui bastante satisfeita, porque sinceramente não estava à espera. Estou atrasada nos treinos”, disse a atleta (AQUI) depois de conquistar a emblemática corrida São Silvestre de Lisboa, sobre a qual pode ler mais AQUI.