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Duas escorregadelas, uma viagem de avião (dali para fora) e marcas para recordar: os temas do fim de semana desportivo

Pep Guardiola treme no City, o FC Porto está mais próximo do Benfica (e o Sporting... não), João Sousa brilha na Nova Zelândia, houve um resultado positivo no Dakar e um record mundial em marcha – foi isto que mexeu o desporto este fim de semana

Filipa Bulha Pereira e Vanessa Portugal

Guardiola está cada vez mais cabisbaixo em Inglaterra

Michael Regan/Getty

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1. Até a Ryanair quer Guardiola fora de Inglaterra

Pep não se está a dar bem em Inglaterra e os ingleses também não se estão a dar bem com Pep. Domingo, o Everton goleou o Manchester City por 4-0 e Guardiola decidiu desistir definitivamente do título.

Em conferência de imprensa, o treinador afirmou ter dito aos jogadores para esquecerem a classificação, uma vez que “o primeiro lugar já é impossível”. É que o City está em 5º lugar, com 42 pontos em 21 jogos, menos 10 do que o líder Chelsea.

Os ingleses não estão a achar piada nenhuma aos resultados negativos (já lá vão cinco derrotas) e a goleada de domingo foi a gota de água. Até a Ryanair se juntou à festa: ofereceu-se para levar Guardiola para fora de Goodison Park a preços low-cost, numa campanha publicitária partilhada no Twitter.

2. À falta de vitórias encarnadas e verdes, o FC Porto ganha por três

Depois de um sábado de empates (Benfica 3–3 Boavista e Chaves 2–2 Sporting), o FC Porto aproveitou o domingo para animar ainda mais a Liga portuguesa, ao vencer o Moreirense por 3-0. A equipa do sportinguista Augusto Inácio desta vez não deu resposta aos portistas e permitiu que estes vencessem e ficassem a quatro pontos do primeiro lugar.

Com 42 pontos, o Benfica mantém a liderança no campeonato depois de um jogo propício a ataques cardíacos. Aos 25 minutos do jogo de sábado, o Boavista já tinha marcado 3 golos… e o Benfica? Bola (mas não dentro da baliza… zero, zerinho, como diria o ex-treinador dos encarnados). Mas a equipa ainda recuperou o ponto possível: aos 41 minutos, Mitroglou marcou o primeiro e, aos 67 minutos, o marcador registava já um empate.

Quanto ao Sporting, empatou com o Chaves e entrou numa espécie de crise, ficando a 8 pontos da liderança do campeonato. Este empate terá levado a que houvesse uma reunião de emergência entre Jesus e Bruno de Carvalho e os capitães Adrien e William tiveram de desmentir um desentendimento com o presidente (AQUI). Para já, o clube decidiu focar-se na Taça de Portugal. A vitória contra o Chaves no jogo de terça-feira (20h15, Sport TV1) é, pois, o primeiro grande passo para cumprir este objetivo.

3. O que se passa em Auckland, fica em Auckland (bom, e em Melbourne)

Anthony Au-Yeung

João Sousa chegou à final do torneio de ténis de Auckland, na Nova Zelândia, mas não conseguiu conquistar o terceiro título ATP da carreira, acabando por perder em três sets contra Jack Sock.

Derrotas à parte, João Sousa subiu sete lugares no ranking mundial, para 37º lugar, e mostrou-se confiante para o Open da Austrália, em Melbourne, onde joga terça-feira perante Jordan Thompson. “Em Auckland tive uma excelente semana, em que consegui jogar a um nível muito alto todos os encontros que disputei. Obviamente que isso dá-me confiança para poder jogar aqui no Open da Austrália”, explicou o melhor tenista português. É esperar para ver.

4. É uma marc(h)a portuguesa, com certeza

Fixe bem este nome: Inês Henriques. A atleta portuguesa marchou 50 km em 4:08.25 horas e estabeleceu um novo recorde mundial numa corrida no Campeonato Nacional de Estrada, em Porto de Mós. A marchadora olímpica roubou o recorde à sueca Monica Svensson, com 4:10.59 horas.

A atleta portuguesa descobriu a oportunidade de esticar a sua carreira. Só este ano é que a Associação Internacional das Federações de Atletismo reconheceu como prova oficial de 50km marcha para o setor feminino. O objetivo da atleta do Clube de Natação de Rio Maior? Ser uma referência e inspirar outras mulheres a correrem essa distância.

5. Adeus, Dakar

O objetivo era a vitória, mas o resultado final não foi nada mau: o Dakar terminou com três pilotos portugueses no top 10. Paulo Gonçalves foi o que teve melhor resultado, ao terminar em 6º lugar.

"Este resultado sabe a pouco. Vim de edições anteriores com um resultado menos bom mas mais feliz. Aquilo que fizemos em pista permitia-nos ter um resultado bastante melhor. Mas tenho de aceitar o resultado. Obviamente que a nossa equipa fez um recurso da decisão do comissário do grupo de júris. Vamos aguardar a decisão. Acho que foi o único ponto negativo", explicou Paulo Gonçalves.

È que o caso teria sido diferente se os pilotos da Honda não tivessem sofrido uma penalização - algo que deixou o atleta português fora do pódio.

Também ainda não foi desta que Hélder Rodrigues conseguiu concretizar o seu sonho: ganhar um Dakar. Apesar do bom desempenho, o atleta português chegou a San Juan em 9º lugar. Joaquim Rodrigues (Hero) concluiu a prova em 10º.

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