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Moto2. Miguel Oliveira parte com ambição

O português volta à equipa KTM, com que foi vice-campeão mundial de Moto3 há dois anos, e é com redobrada confiança que aborda a nova temporada e a corrida inaugural do Campeonato do Mundo de Moto2, que arranca este domingo, no traçado de Losail, no Qatar

Pedro Roriz

Getty Images

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De regresso à KTM, que lhe permitiu ser vice-campeão mundial de Moto3, em 2015, atrás do inglês Danny Kent (Suter), um dos seus adversários este ano, e depois de ter sido um dos mais rápidos nas sessões de testes e o segundo rookie, o ano passado, Miguel Oliveira parte confiante na possibilidade de ser um dos protagonistas do Mundial de Moto2.

Como companheiro de equipa e principal adversário terá o sul-africano Brad Binder, que chega à categoria intermédia com o título de Moto3 no bolso, mas que terá de “aprender”, tal como sucedeu com o português em 2016, o que é competir em Moto2.

Vice-campeão na época anterior, o suíço Thomas Luthi (Kalex) parte como principal candidato à sucessão do campeão francês Johan Zarco (que ascenceu à categoria rainha), juntamente com o italiano Franco Morbidelli (Kalex), o japonês Takaaki Nagalami (Kalex), que foi o mais rápido nos últimos testes realizados, já em Losail, e o alemão Sandro Cortese (Suter). Miguel Oliveira quer entrar nesta luta.

Para já, o motard português está confiante: "Estamos no caminho certo para podermos estar entre os melhores, como sucedeu nos testes, embora seja difícil dizer quem tem vantagem, porque nunca se sabe quais são as condições em que os outros estão a rodar. Mas as alterações introduzidas na moto dão-me muita confiança e só espero que não chova".

Para já, a hipótese de uma corrida molhada é uma preocupação, pois levou ao cancelamento de dois dias de testes e pode ser uma constante este domingo, com os pilotos, em particular os de MotoGP, a revelarem preocupação com as condições de visibilidade em consequência do reflexo das luzes no asfalto molhado, uma vez que a prova decorre de noite.

Os italianos Loris Capirossi e Franco Uncini rodaram no traçado qatari com o asfalto molhado, de forma artificial, e consideraram que o reflexo não afeta a visibilidade dos pilotos. No entanto, estes esperam que a comissão de segurança, que se reúne esta sexta-feira, possa ter uma opinião diferente, embora pareça ser ponto assente que a corrida não será adiada, como sucedeu em 2009, por causa da chuva intensa.

Por isso mesmo, a Michelin foi informada e teve de levar pneus de chuva para o Qatar, destinados à corrida mais importante das três do programa.

Em MotoGP, a categoria-rainha, o espanhol Marc Marquez (Honda) inicia a defesa do título, no ano em que o seu compatriota Jorge Lorenzo troca a Yamaha pela Ducati, apostado em conseguir o que o italiano Valentino Rossi nunca alcançou – ser campeão pelos dois emblemas – enquanto na marca dos três diapasões “Il Dottore” passa a ter como companheiro de equipa Maverick Viñales – espanhol que foi o mais rápido nas sessões de testes, o que lhe dá forte motivação para entrar na discussão do titulo.

De assinalar a chegada da KTM a esta categoria, através do inglês Bradley Smith e do espanhol Pol Espargaro, juntando-se assim à Aprilia, Ducati, Honda, Suzuki e Yamaha.

Contudo, o mais natural será a marca austríaca debater-se com os naturais problemas de juventude do seu projeto, pelo que será difícil à dupla de pilotos, pelo menos na fase inicial, assumir protagonismo.

Finalmente, em Moto3, a categoria que por norma proporciona as corridas mais emotivas, o favoritismo vai para aqueles que já são repetentes, como sucede com os italianos Romano Fenati (Honda), Enea Bastianini (Honda), Niccolò Antonelli (KTM) e Nicolò Bulega (KTM) e os espanhóis Joan Mir (Honda) e Aron Canet (Honda).

A partir deste fim de semana, haverá 18 corridas para encontrar os três campeões de 2017.