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Sei o que fizeste no verão passado - e estás a querer fazê-lo outra vez

Esta altura do ano não nos dá grandes hipóteses e, como tal, os principais momentos desportivos deste fim de semana têm a ver com futebol - e com as seleções portugueses que estão a jogar em competições das grandes. Como a de Fernando Santos, que voltou a empatar

Diogo Pombo

Ian Walton

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1. Empate, what else?

Portugal marca, há sorrisos por todo o lado, os jogadores florescem. A seleção põe-se a ganhar no primeiro jogo de uma competição. São minutos de uma invasão de sensações boas. “Começamos bem”. “Isto já está no papo”. “Somos melhores e agora vamos marcar mais”. Quando nos acontecem coisas positivas, ou a alguém a quem desejamos o bem, ficamos assim, esperançosos e à espera de mais. Há pouco mais de ano, contudo, que já devíamos ter aprendido que não nos podemos comportar desta forma.

A seleção nacional empatou a dois golos, no domingo, com o México, na estreia na Taça das Confederações, e fez quase a mesma seleção de jogadores que, 300 e muitos dias atrás, nos deu um Campeonato da Europa. No verão passado, eles deram-nos uma alegria com seis empates em sete jogos com 90 minutos, ganhando tudo o que ganharam com golos nos penáltis ou prolongamentos. Puseram-nos a duvidar, a exasperar, a prolongar tormentas e a acreditar como nem tudo se resolve à pressa.

O empate com os mexicanos foi como o empate com os islandeses, os húngaros ou os austríacos - era bom se, em caso de mais empates, eles fossem como os que acontecerem frente aos croatas, aos polacos e, sobretudo, contra os franceses.

ROMAN KRUCHININ

2. Jogar assim-assim, ganhar como sempre

Há dois anos, outra seleção portuguesa, a dos mais novos, também empatou na final de um Europeu e, para nossa amargura, perdeu nos penáltis. Podia escrever que era a equipa deste e deste e do outro jogador, mas a forma correta é descrevê-la como a equipa de Rui Jorge. Porque ele não perde um jogo com algo em jogo há quase seis anos (foi em outubro de 2011) e conta com apenas cinco derrotas desde 2010, ou desde o primeiro das suas 49 partidas com os sub-21.

No sábado venceu a Sérvia no primeiro jogo deste Campeonato da Europa. A colheita de jogadores é boa e recomenda-se. Talvez não tão boa e recomendável nos nomes e na reputação como a de há dois anos, aí estiveram vários que seriam campeões europeus com Fernando Santos.

Mas há sementes para os sub-21 voltarem à final ou lá perto, porque há Rui Jorge, o homem que os mete sempre a jogar bem à bola, mesmo que da primeira para a segunda parte lhes pareça ter dado a ordem para abrandarem e se preocuparem mais com a própria baliza, do que com a dos outros.

AFP

3. Ideias fora da caixa

É suposto, a cada segunda-feira, dar-vos os momentos desportivos do fim de semana. Este ponto foge um pouco com o rabo à seringa, pois não tem nada que tenha acontecido nos últimos dois dias, é mais o que pode vir a acontecer daqui a muito, muito tempo. A International Board, o órgão da FIFA cheio de gente que pensa, discute e decide, revelou que vai pensar, discutir e decidir se vale a pena um jogo de futebol passar a ser um jogo de 60 minutos, com o tempo cronometrado.

O objetivo é deliberar se faz sentido, é viável e interessante existirem duas partes de 30 minutos, em que o relógio pare com cada paragem no jogo. É o que acontece no futsal. Esta ideia foi incluída num documento chamado Fair Play! e um dos argumentos são os bocejos que os adeptos têm devido à falta de tempo útil de jogo - na partida inaugural da Taça das Confederações, por exemplo, contaram-se apenas 47 minutos entre a Rússia e a Nova Zelândia.

As outras ideias são alterar a ordem pela qual as equipas batem os desempates por penálti, para ABBA (para que ambas tenham batam o primeiro e o segundo pontapé e “sintam” a pressão de baterem o primeiro penálti da série); ou a hipótese de um jogador seguir com a bola e passá-la a ele próprio num canto, livre ou pontapé de baliza. Isto é que é criatividade.

Ian Walton

4. Sporting entra a ganhar na decisão do futsal

Esta época, há pouco mais de um mês, viajou até ao Cazaquistão e apenas voltou após ser finalista vencido da UEFA Futsal Cup. O equivalente a dizer que foi vice-campeão europeu de futsal e que apenas perdeu, ou foi goleado, pelo Inter Movistar, que tem Ricardinho e outros que estão atrás dele como os melhores jogadores do mundo.

Agora, os leões estão a tentar renovar o título de campeões nacionais. No domingo, e num dos últimos encontros que fez no pavilhão de Odivelas - o Pavilhão João Rocha foi inaugurado esta segunda-feira -, o Sporting venceu o Braga por 3-1, no primeiro jogo do play-off.