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Pódios, quedas, remadas e um gesto muito especial (o que fica do fim de semana)

Alemães vencem Taça das Confederações, Quaresma dedica bronze a amigo, canoagem portuguesa de novo na ribalta e Tour arranca com quedas, desistências e polémicas. Eis o resumo, em apenas cinco pontos, do fim de semana desportivo

Alexandra Simões de Abreu

Buda Mendes

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Alemães levam a Taça

Se alguém pensou que o facto de alemães apresentarem a seleção mais jovem da Taça das Confederações era capaz de trazer outra emotividade ao seu jogo, enganou-se. Mesmo jovens, os alemães raramente saem do registo frio, concentrado e paciente, capaz de fazer perder a paciência a um santo. Foi o que aconteceu no jogo da final frente à seleção do Chile que, por mais sangue na guelra que tenha, foi incapaz de vencer uma equipa que soube aproveitar os erros de um adversário de cabeça quente. Foi o que aconteceu. Uma desatenção aos 22 minutos foi o suficiente para Lars Stindl fazer o golo da vitória, levando a Alemanha a conquistar pela primeira vez um troféu no imponente estádio Krestovsky de São Petersrburgo.

E não é que foi um penálti que nos manteve no pódio?

Ele há ironias destas. Depois de três penaltis falhados no último jogo da meia-final, frente ao Chile, foi precisamente um golo marcado da marca dos 11 metros que deu a vitória e o último lugar do pódio à seleção portuguesa na Taça das Confederações. Mas, isto, depois de mais um penalti falhado. Confuso? Resume-se assim: aos cinco minutos Rafa Marquez derruba André Silva, o árbitro vai consultar o videoárbitro e André Silva falha a grande penalidade. Os mexicanos ganham confiança e Patrício defende tudo até ser traído por Neto, aos 54 minutos, que, com um desvio infeliz, colocou o México à frente do marcador. Aos 70 minutos Fernando Santos resolveu mexer na equipa, lançando Quaresma para o lugar de Nani, seguiram-se Adrien e André Gomes por Moutinho e Danilo. Já no tempo de descontos, Pepe sobe e de forma desajeitada, mas eficaz, e dá o melhor seguimento a um cruzamento de Quaresma. Estava feito o empate, siga para prolongamento. Aos 104 minutos Gelson pica sobre Layún e o lateral do FC Porto toca na bola com o braço direito. Penálti. Quem vai marcar? Os portugueses tremem nas bancadas, em casa, no café, em todo o lado onde o jogo é seguido. É Adrien Silva, que nao estremece, e faz o 2-1. E pronto, enguiço quebrado. O momento de ouro vem a seguir quando Quaresma invade as redes sociais ao dedicar a medalha de bronze ao amigo Sérgio, uma das vítimas do incêndio de Pedrogão Grande.

Miguel Oliveira vai de férias descansado

O piloto de Almada, Miguel Oliveira, conquistou o 2º lugar no GP da Alemanha de Moto2, nona prova do Mundial de motociclismo de velocidade, e atingiu o objetivo que tinha traçado antes de partir de férias. “Estou em terceiro no campeonato antes da pausa de verão, era esse o meu objetivo», afirmou. Este foi o terceiro pódio da época, após o segundo lugar na Argentina e o terceiro em Espanha. Miguel Oliveira (KTM) largou a sexta posição da grelha e chegou a liderar a corrida na penúltima volta. Só que o italiano Franco Morbidelli (Kalex), líder do Mundial, retomou o comando à entrada da última volta e assegurou o seu sexto triunfo no campeonato. “O Franco trava muito tarde e deixa o meu trabalho muito difícil. Podia tentar mas era arriscado. O meu ponto mais forte era na descida, tentei as minhas jogadas, mas ele defendeu muito bem”, resumiu o piloto português que está agora com 114 pontos, atrás de Morbidelli (173) e do suíço Thomas Luthi (136).

E vão cinco para Ramalho

O canoísta José Ramalho voltou a sagrar-se campeão da Europa de maratonas, em K1. Foi a quinta vez na sua carreira - a quarta consecutiva -, que Ramalho provou ser o europeu mais forte da categoria, e desta feita, em águas portuguesas (ponte de Lima), nuns Europeus de maratonas que reuniram mais de 300 canoístas de 23 países. Além do ouro do vila-condense José Ramalho, Portugal conquistou mais três medalhas de bronze, pelos juniores do CN Ponte de Lima Duarte Silva em C1 e Rita Fernandes em K1, e pelo sub-23 Sérgio Maciel, do Darque Kayak Clube, em C1 sub-23.

Tour com quedas e polémicas

Depois da queda do espanhol Alejandro Valverde (Movistar) na estreia do Tour de France, que o retirou da prova em definitivo com uma fratura na rótula esquerda, foi a vez de Chris Froome (Sky) se envolver numa queda que fez mais de 20 vítimas, na segunda etapa. Numa curva, e com os ciclistas a seguirem em pelotão, há um que cai e...segue-se um efeito dominó, mas sem registo de lesões de maior cuidado. A segunda etapa foi vencida pelo alemão Marcel Kittel (Quick-Step Floors) mas é Geraint Thomas (Sky) que venceu o primeiro contra-relógio, quem segue de amarelo e sob polémica. A equipa britânica Sky, começou a Volta a França com quatro homens nos sete primeiros lugares do contrarrelógio, realizado em Dusseldorf, todos eles usando equipamentos de tecido Vortex. Segundo escreve o jornal 'As', especialistas defendem que este tipo de tecido aerodinâmico pode conferir até 20 segundos de vantagem numa etapa como a primeira do Tour. O regulamento proíbe que o tecido do equipamento tenha quaisquer elementos adicionais, mas a Sky defende-se dizendo que a aerodinâmica em causa está integrada no próprio tecido Vortex. Quem não é a da mesma opinião são as equipas FDJ e BMC que defendem que o seu uso é ilegal. A organização do Tour espera agora que a UCI se pronuncie sobre o caso.

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