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A semana que aí vem: Ténis, a seleção das portas abertas, último dia de compras - e capacetes

A semana desportiva que agora começa tem várias coisas na agente. A mais importante será talvez a seleção nacional, que joga duas vezes esta semana e convém ganhar ambos os encontros para manter a esperança em acabar no primeiro lugar da corrida para o Mundial da Rússia

Diogo Pombo

Francois Nel

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1. US Open (ou um ansiado duelo)

Sentar no sofá, arranjar uma posição confortável e alinhar o relógio biológico com as adversidade da longitude para ver uns quantos humanos, de raquete na mão, poderá não ser má ideia. A partir desta terça-feira, e até 10 de setembro, joga-se o US Open em Flushing Meadows, o complexo de court de ténis em Nova Iorque que acolhe o derradeiro Grand Slam do ano. E o quão especial o torneio vai ser.

Não é só pelo facto de Rafael Nadal ter, de novo, o sorriso de quem tem toda a gente a persegui-lo, passados mais de três anos. Podia ser devido às lesões que tiraram Andy Murray, Novak Djokovic, dois dos quatro melhor tenistas desta era, e Stan Wawrinka, que lhes fareja o rasto há anos, mas não é só por isso - ou pela ascensão de tipos mais novos e promissores, como Grigor Dimitrov, Alexander Zverev ou Nick Kyrgios, que têm estado a subir o nível.

Não senhor, porque é mais pelo facto de Roger Federer continuar a ser a melhor desculpa que temos para perpetuar o cliché de os humanos envelhecerem como o vinho, para melhor. O suíço só parece florescer com cada ano que passa (já tem quase 36) e, caso vença o US Open, voltará à liderança do ranking. Se possível, com um duelo com Nadal, o tão amigo quanto rival que nunca defrontou no major norte-americano.

Minas Panagiotakis

2. Dupla sessão para a seleção

A porta não está fechada para ninguém. Este, o outro, ou aquele, sabem que têm a porta aberta. Ele já abriu a porta. Fernando Santos tem uma nova metáfora preferida, neste caso uma porta a abrir-se mais vezes do que se fecha, já que foi esta a figura de estilo a que o seleccionador mais recorreu para dançar com as questões que lhe foram colocadas, ao revelar os 24 convocados para os jogos que a seleção nacional jogará esta semana - na quarta-feira, contra as Ilhas Faroé, no Estádio do Bessa, e no domingo, na Hungria (ambos os jogos são às 19h45).

O português com a maior fé de sempre - ainda se lembram como ele disse que só voltava para casa após a final do Europeu? - recorreu à metáfora por ter convocado jogadores como Fábio Coentrão, Bruno Varela, Nélson Oliveira ou Bruma, surpresas mais inesperadas que outras, numa altura em que Portugal tem de vencer as duas partidas para, a 10 de outubro, ainda ter hipótese de acabar na liderança do grupo de apuramento para o Mundial de 2018, caso vença a Suíça.

Ian Walton

3. Último dia para ir às compras

Bom, não é um acontecimento por si só, mas o 31 de agosto é sempre o dia em que o futebol se entrega, por completo, ao que se passa fora dos campos. Às 23h59 de Portugal Continental fecha o período de transferências de verão e tudo quanto é clube europeu (fora umas exceções, como a Rússia e a Turquia) tem até aí para pegar no cesto das compras e enchê-lo com produtos de última hora.

É o mesmo que dizer que, em princípio, será um dia mexido e de mexericos, com negócios a serem feitos com pressa, sob pena de terem de esperar por janeiro para se concretizarem. Como o de Philippe Coutinho, pequeno craque do Liverpool que ainda por lá está porque o clube tem rejeitado, uma e outra vez, os prémios de Euromilhões que o Barcelona tem oferecido pelo seu passe.

Aqui na Tribuna Expresso vamos acompanhar esse dia, ao minuto, em live blog. Venha daí e junte-se a nós na quinta-feira.

Alex Livesey

4. Grande Prémio de Itália em Fórmula 1

É verdade, há muitos fins de semana do ano em que se pode assistir a uma corrida de Fórmula 1, portanto, este não tem quase nada de novo. Terá, pelo menos, mais emoção pelo que aconteceu no domingo, na Bélgica. Lewis Hamilton, o inglês de ego cheio, venceu a quinta corrida da temporada e encurtou a desvantagem que tem para Sebastian Vettel, líder do mundial.

Agora está a apenas sete pontos do alemão e aí está o que dará emoção extra ao Grande Prémio de Itália, que se realizará no domingo. Depois, há a temporada que Hamilton está a fazer: ao volante de um monolugar da Mercedes, o piloto está a fazer um dos melhores anos de sempre e, neste fim de semana que passou, até igualou o recorde de pole positions (68) de Michael Schumacher.

Dan Mullan