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Adiós Delpo

Rafael Nadal acabou com a melhor história do US Open e derrotou o argentino Juan Martin Del Potro em quatro sets. O espanhol vai jogar a final do último Grand Slam da época contra Kevin Anderson. Quem? Kevin Anderson.

Rui Gustavo

Dean Mouhtaropoulos / Getty

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O ténis é um jogo para ser apreciado em silêncio e distingue-se de outras modalidades por não envolver contacto físico e por não ter claques. A menos que jogue Juan Martin Del Potro. A Torre de Tandil, como também é conhecido numa subtil alusão aos seus 198 centímetros, tem uma claque de argentinos que vão ver os seus jogos de camisola da seleção de futebol e cantam nos intervalos dos pontos: "Olé, olé, olé, Delpooo, Delpooo" (esta parte é para cantarolar).

Durante o Open dos Estados Unidos o argentino usou esta motivação extra para derrotar o austríaco Dominic Thiem quando tudo parecia perdido, para derrotar Roger Federer quando o astro suíço parecia imparável rumo a mais um título, mas esbarrou no número 1 mundial, o imperturbável Rafael Nadal, pouco sensível ao espetacular regresso de Del Potro aos grandes palcos depois de ter passado mais de um ano a lutar contra lesões.

Hoje de madrugada, o espanhol derrotou Delpo (não é preciso cantarolar agora) por 3-1 e qualificou-se para a final contra o sul-africano Kevin Anderson, número 32 do mundo, e um desconhecido para a maioria do público, mesmo os que gostam moderadamente de ténis. O sul-africano (chegou às meias finais do último Open do Estoril) derrotou o espanhol Carreño Busta (ganhou o último Open do Estoril) e dizer que é o underdog da final é pouco. Tem 31 anos (a mesma idade de Nadal), três títulos ATP (contra 73 de Nadal), nunca tinha chegado a uma final de um Grand Slam (Nadal tem 15 títulos em 23 finais) e das quatro vezes que jogaram, Nadal venceu sempre. E facilmente.

Mas, tal como acontece em muitas modalidades desportivas, a bola é redonda e nem sempre o melhor ganha. A final joga-se às nove da noite (quatro da tarde em Nova Iorque e tem transmissão na Eurosport. Se Anderson ganhar, a história é bem melhor.

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