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Buscas da PJ em casa de Rui Rangel e em instalações do Benfica

A Polícia Judiciária fez esta manhã buscas na casa do juiz Rui Rangel. A operação, que envolve cerca de 200 investigadores, estende-se a instalações do Benfica e a escritórios de advogados. A investigação teve origem na Operação Rota do Atlântico, que tem José Veiga como principal suspeito, e que investiga a alegada prática de crimes económicos. Já há cinco detidos e existirão outros mandados de detenção

SIC Notícias

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Entre os detidos na operação estarão os advogado José Santos Martins e o seu filho, considerados pela investigação "testas de ferro" de Rui Rangel, e também um oficial de justiça.

Fátima Galante, também juiza desembargadora e ainda casada com Rui Rangel, apesar de separados há muitos anos, também é alvo da investigação. O juiz e a sua mulher já foram constituidos arguidos e como não podem ser detidos por serem ambos desembargadores, serão ouvidos no Supremo Tribunal de Justiça.

As buscas, presididas por juízes conselheiros já que o suspeito é um juiz desembargador, começaram na casa de Rui Rangel e seguiram para o Tribunal da Relação, para os gabinetes dos juízes e para a SAD do Sport Lisboa e Benfica.

A Procuradoria-Geral da República confirmou as buscas à agência Lusa, dizendo que decorrem "no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça, com a coadjuvação de magistrados do DCIAP [Departamento Central de Investigação e Ação Penal] ".


Este processo teve origem numa certidão extraída da designada Operação Rota do Atlântico, acrescenta a PGR, adiantando que em causa estão suspeitas de crimes de "recebimento indevido de vantagem, ou, eventualmente, de corrupção, de branqueamento de capitais, tráfico de influência e de fraude fiscal".

Inquérito a Rui Rangel aberto em 2016


O inquérito ao juiz desembargador Rui Rangel foi aberto em 2016, suspeito de receber indevidamente verbas do empresário do futebol José Veiga, arguido no processo Rota do Atlântico, relacionado com crimes de corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de capitais e tráfico de influências.


No âmbito da operação Rota do Atlântico, desencadeada a 3 de fevereiro de 2016, foram ainda constituídos vários arguidos, entre eles José Veiga, Paulo Santana Lopes, Manuel Damásio e a advogada Maria de Jesus Barbosa.


De acordo com a investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, José Veiga e Paulo Santana Lopes terão, alegadamente, atribuído vantagens indevidas a titulares de cargos políticos do Congo Brazzaville para, em troca, obterem contratos de obras públicas e de construção civil para a holding americana da multinacional brasileira Asperbras.