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Mundial 2018: Governo islandês boicota fase final na Rússia

Em causa está o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e da sua filha em Salisbury, no Reino Unido

Lusa

© Christian Hartmann / Reuters

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O governo islandês anunciou na segunda-feira à noite a suspensão dos seus contactos ao mais alto nível com a Rússia, o que inclui um boicote ao Mundial de futebol de 2018, de 14 de junho a 15 de julho.

Em causa está o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e da sua filha em Salisbury, no Reino Unido, e a decisão acontece depois de os aliados “mais próximos” da Islândia terem reagido contra a Rússia, que acusam de ser responsável pelo ataque.

“Entre as medidas tomadas pela Islândia está o adiamento temporal do diálogo bilateral ao mais alto nível com as autoridades russas. Em consequência, os líderes islandeses não assistirão ao Mundial de futebol, na Rússia”, assinalou, em comunicado, o ministério dos negócios estrangeiros da Islândia.

De acordo com este ministério, o embaixador russo em Reiquejavique foi hoje convocado previamente para ser informado da decisão do governo islandês.

De acordo com a Islândia, a situação de Skripal representa “uma grave violação das leis internacionais, que ameaça a segurança e a paz na Europa”, sendo que a resposta russa foi insuficiente, pelo que Moscovo deve dar explicações “credíveis”.

O caso Skripal provocou uma grave crise diplomática entre a Rússia, o Reino Unido e os países ocidentais.

A 14 de março, Londres anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos do território britânico e o congelamento das relações bilaterais, ao que Moscovo respondeu expulsando 23 diplomatas britânicos e suspendendo a atividade do British Council na Rússia.