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Mundial 2018

Balada do café tranquilo

Lídia Paralta Gomes

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O cheiro do churrasco atraiu-me. Os russos têm uma certa tendência para abusar nas natas e no queijo por cima das carnes e dos peixes, pelo que ver algo cozinhado apenas em carvão é quase refrescante. O senhor da grelha recebeu-me, abriu o sorriso e mostrou-me os seus vários dentes de ouro. Pedi o que queria e sentei-me mesmo em frente à televisão.

Estou em Adler, a minha casa desde que aterrei na Rússia. Adler fica a meio caminho entre Sochi e o Estádio Fisht, onde Portugal joga com a Espanha. Sem o lado vagamente cosmopolita da cidade principal, é aqui que se junta uma certa classe média russa, famílias, jovens que vêm à procura de um pouco de sol na sua estreita costa. Um pouco como o Algarve de há duas ou três décadas, mas um pouco mais caótico e desordenado. As ruas estão pejadas de restaurantes em casas particulares, em pátios, onde calha.

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