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Mundial 2018

O golo de Filipe: terá acontecido algo mais lindo que isto na Rússia?

Está fechada a segunda jornada do Mundial e olhamos para o bom, o muito bom e o excecional que vimos na Rússia - e para a história de Felipe, o homem que nos comoveu e que agora vai trabalhar com crianças. Enquanto estiver a ler isto, já está em curso a terceira jornada: além do Portugal-Irão e Espanha-Marrocos, já houve um Uruguai 3-0 Rússia e um Arábia Saudita 2-1 Egito

Hugo Tavares da Silva

Felipe Baloy marcou o primeiro golo da história do Panamá em Campeonatos do Mundo. A Inglaterra venceu 6-1 mas só nos iremos lembrar do 1

MURAD SEZER/ reuters

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Felipe tinha 17 anos e disse aos amigos que um dia viveria um Mundial com a camisola do país. Felipe ainda era Felipe, um rapaz como tantos outros que se atrevia na arte de domesticar uma bola de futebol. Oitenta e oito anos depois do arranque dos Campeonatos do Mundo, no Uruguai, a seleção do Panamá está pela primeira vez do lado certo da História. E lá está ele, o Felipe que era Felipe e que há uns bons anos é Baloy, um defesa de 37 anos a cumprir a promessa que fez aos amigos.

Quando o pé direito de Baloy ofereceu o primeiro golo da história dos Mundiais e agitou uma nação inteira, o Panamá perdia por 6-0 contra a Inglaterra de Kane. No estádio russo e nas praças do Panamá, os panamianos celebraram como se algo estivesse em discussão, como se fosse importante. Os que estão habituados a estas andanças há muito perderam esse encanto. Aos microfones do canal do país “TVN”, depois do jogo, Baloy admitiu ser quase certo que vai pendurar as botas a seguir ao torneio, para “trabalhar com crianças”.

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