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Mundial 2018

Este anticlímax que se apoderou de nós (ou em Saransk com Sinatra)

Por Lídia Paralta Gomes, enviada ao Mundial da Rússia

Lídia Paralta Gomes

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Estou sentada a almoçar em frente à Praça Millennium de Saransk. Estão uns 25 graus, ainda assim não tão quente quanto em dias anteriores. Há dezenas de miúdos a tomar banho na fonte que está no centro da praça. Todos os dias que aqui passei vi essa imagem de absoluta alegria dos garotos que nos meses de inverno têm de aguentar temperaturas de 20 graus negativos. No restaurante já passou o best of do Barry White. Agora passa a versão do Frank Sinatra do “Let it Snow”.

A imagem e o som não combinam. Banhos em fontes e músicas de Natal e neve não combinam. Há aqui um qualquer anticlímax, ainda assim não tão forte quanto aquele que se apoderou de nós segunda-feira à noite, ali ao descer da rua, na Mordovia Arena, naqueles minutos finais do Irão-Portugal.

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