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Mundial 2018

Isto pode ser apenas rock and roll, mas vai lá ao fundo da nossa alma

Por Lídia Paralta Gomes, enviada ao Mundial da Rússia

Lídia Paralta Gomes

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Dia 29 de junho, 19 dias na Rússia. Desde que saí de casa até este preciso momento, de novo em Sochi, num apartamento virado para o mar e que fez parte da aldeia olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, já entrei em seis aviões, Lisboa, Moscovo, Sochi, Moscovo, Saransk, Moscovo, Sochi, 16300 quilómetros pelo ar, dizem as minhas contas, 111 quilómetros a caminhar, diz a aplicação do meu telemóvel moderno que garante conseguir contabilizar os passos que o seu dono dá todos os dias, coisa que eu não acredito.

Se quiserem mesmo ter muita pena minha, digo-vos que alguns desses quilómetros foram feitos a arrastar o meu saco vermelho de rodinhas que, de tantos check-in que já fiz, sei que tem precisamente 13 quilos e 600 gramas, o que perfaz mais ou menos 30% do meu peso. Antes arrastar o meu saco vermelho de rodinhas pelo metro do que arrastar o meu tempo no incessante trânsito de Moscovo.

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