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Mundial 2018

Um do svidaniya português

Lídia Paralta Gomes

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Tenho pena de ir embora antes de finalmente aprender que na Rússia as portas abrem para fora. De não ter conseguido usar aqueles dois bilhetes para o Bolshoi. De não ter ido a Nizhny Novgorod, porque isso significaria que Portugal tinha batido o Uruguai e chegado aos quartos de final do Mundial. E de não ter voltado a São Petersburgo, epá, como queria ter voltado a andar pelas ruas de São Petersburgo às onze da noite e ainda ser dia. Não sei se já alguma vez andaram numa rua às onze da noite e tudo estar claro. É como se as possibilidades não acabassem, não consigo explicar melhor.

E que pena não ter voltado à Rua Rossi, ali atrás da Nevsky Prospekt, que rasga a cidade até ao Rio Neva. É uma rua curiosa porque tem proporções perfeitas, altura e largura de 22 metros, comprimento de 220 metros. Quando estive na Rua Rossi, há coisa de um ano, lembro-me de me plantar no finzinho dela e tentar com o poder da minha mente mover aqueles edifícios de 22 metros de altura e colocá-los em filinha, dez vezes em filinha, para confirmar se as medidas eram mesmo certas.

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