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Mundial 2018. INEM cria “meme” de Neymar para combater chamadas falsas para o 112

Imagem de Neymar caído, com cara de sofrimento e mão levantada a reclamar falta, é acompanhada de uma legenda em que se diz que “75,8% das chamadas para o 112 também não são emergência”

Lusa

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O Instituto Nacional de Emergência Médica recorreu a um 'meme' para combater as chamadas falsas, usando uma imagem do avançado brasileiro Neymar em suposta simulação de falta numa campanha para recordar que não se devem fingir emergências. Publicada nesta sexta-feira no perfil do INEM na rede social Facebook, a imagem de Neymar caído, com cara de sofrimento e mão levantada a reclamar falta, é acompanhada de uma legenda em que se diz que "75,8% das chamadas para o 112 também não são emergência"

Em comunicado, "o INEM estima que os seus CODU [Centros de Orientação de Doentes Urgentes] recebam por ano cerca de 20.000 'chamadas falsas' que originam o acionamento de perto de 7.500 meios de emergência".

Além disso, aparecem cada vez mais "falsas emergências" (207 por dia em 2017), em que o caso comunicado não é uma emergência médica e se resolve recorrendo à linha SNS24.
"No que diz respeito à saúde [o 112] só deve ser utilizado em situações de risco de vida ou situações em que esteja em causa uma função vital da vítima", esclarece a instituição.

O INEM explica o recurso à imagem no Facebook afirmando que "as pessoas se identificam muito com esta forma de comunicar", relacionando "temas da atualidade e/ou do interesse do público". No caso, Neymar é usado pela sua reputação de simular faltas ou de parecer exagerar nas queixas quando é derrubado, o que lhe valeu críticas de várias personalidades do futebol, incluindo o selecionador mexicano, Juan Carlos Osorio, que acusou o brasileiro de "palhaçadas" em campo, desperdiçando o tempo que há para jogar.

Da imagem criada para se tornar viral, há uma referência da agência de notícias francesa France Presse à "forma original" como o INEM chamou a atenção para o uso abusivo do número de emergência europeu.