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Mundial 2018

A águia bicéfala, a seleção descalça e o faraó tchetcheno: o que o Mundial nos ensinou sobre política

O Mundial da Rússia termina este domingo e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, já veio dizer que “foi o melhor de sempre”. Sem falhas organizativas ou aparatosos alertas de segurança, a competição não foi, porém, imune a provocações políticas

Margarida Mota

Após marcar um golo à Sérvia, o suíço Granit Xhaka, de ascendência kosovar, fez o sinal da águia albanesa, a origem étnica da maioria da população da antiga província sérvia

Foto Norbert Barczyk / Getty Images

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A política foi a jogo no Mundial. Jogadores suíços ‘picaram’ os sérvios, croatas provocaram a anfitriã Rússia e uma das estrelas do firmamento futebolístico internacional foi usada como propaganda na Chechénia. Sempre conservadora em relação a manifestações de cariz político, a FIFA abriu uma exceção que indispôs os “ayatollahs” iranianos...

Golos pelo Kosovo

Decorria a fase de grupos e Suíça e Sérvia mediam forças em Kaliningrado. Granit Xhaka, aos 52 minutos, e Xherdan Shaqiri, aos 90 — suíços de origem kosovar —, marcaram os golos do triunfo helvético por 2-1. Na hora de os celebrar, não se contiveram na euforia e provocaram os sérvios fazendo com as mãos um sinal alusivo à bandeira albanesa que ostenta uma águia bicéfala.

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