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Queiroz e aquele lance de Ronaldo: “Quando se pára um jogo por causa de um elbow, ou é um elbow ou não é um elbow. Não há meio elbow”

O selecionador do Irão diz que “terminou um sonho”, mas não deixou de dar uns reparos ao VAR, um ”sistema obscuro”. Disse-o aos microfones da SportTV

Hector Vivas

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Carlos Queiroz falou de um sonho que acabou, mas também de um lance em que o VAR interveio para verificar um cotovelo de Ronaldo num jogador iraniano. E, aí, o selecionador iraniano foi crítico. “Não há vitórias morais, embora na balança do nosso sucesso ou do sucesso de Portugal, o fiel da balança não é a mesma. Não somos perdedores simpáticos. O sonho acabou hoje. As maiores felicidades para Portugal e a partir de agora Portugal ganhou mais um adepto. O VAR é um sistema meio obscuro e vim tentar ver à televisão, dentro do balneário, a ver o que tinha acontecido. Não vou ser simpático com o que aconteceu e isto vai ser mal interpretado por causa do jogador [Cristiano Ronaldo] que é: quando se pára um jogo por causa de um elbow, ou é um elbow ou não é um elbow. Não há meios elbows (cotovelos). Merecemos respeito, ok? Não quero saber se a minha filha está meio grávida ou não. Não há meio termo. Um cotovelo na cara é cartão vermelho e não foi. Se ele não levou vermelho porque é uma superestrela? É uma pergunta para ser feita. Se o árbitro pára para ver o VAR... como é que se explica que se dê um yellow numa situação em que é elbow? Trabalhei muitos anos em Portugal, nas seleções. Comecei a trabalhar com alguns deles com 17, 18 anos e passaram apenas por mim nos balneários; outros, com quem estive menos tempo, vieram dar-me um abraço. É tão bom”