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O jogo (quase) perfeito de Cristiano Ronaldo (dizemos nós e dizem os números)

Todos os números que ajudam a quantificar aquilo que foi o (grande) jogo do capitão português frente à Espanha, em que marcou três golos (3-3)

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Cristiano Ronaldo marcou um hat trick frente a Espanha

Chris Brunskill/Fantasista

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Que Cristiano Ronaldo foi o melhor em campo no Portugal-Espanha, todos sabemos (a Tribuna Expresso escolheu-o e a FIFA também). Vimo-lo, sentimo-lo e festejámo-lo.

Mas os números - fornecidos à Tribuna Expresso pela empresa Instat - ajudam-nos a percebê-lo ainda melhor. Como estes: durante os 90 minutos, Ronaldo tentou 35 passes e acertou... 34 desses passes.

Impressionante, tal como a percentagem de ações com sucesso: 81%.

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E não se pense que estes passes foram "seguros", ou seja, sempre para trás. A maioria deles foram, aliás, para a frente: 26 deles foram ofensivos - e 25 saíram certinhos.

Melhor do que Ronaldo só mesmo João Moutinho, que acertou os 38 passes que tentou no jogo.

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Outra nota importante sobre o jogo de Ronaldo: manteve-se, normalmente, sempre pelo corredor esquerdo, onde o (ex extremo e) avançado se sente mais confortável.

E foi, ainda assim, o homem que mais rematou: quatro vezes, acertando três vezes na baliza.

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Além disto, Cristiano Ronaldo tornou-se o quarto jogador a marcar em quatro Mundiais, uma vez que tinha marcado um golo em cada uma das suas três presenças, em 2006, 2010 e 2014.

Assim, Ronaldo igualou o brasileiro Pelé (1958 a 1970) e os alemães Uwe Seeler (1958 a 1970) e Miroslav Klose (2002 a 2014), os únicos que tinha marcado em quatro Mundiais.

Na tabela dos melhores marcadores dos Mundiais, Klose é o líder, com 16 golos (em 24 jogos), Pelé, que totalizou 12, em apenas 14 encontros, é quinto, e Seeler, autor de nove, em 21 embates, é 14.º, junto a mais oito jogadores, entre os quais o português Eusébio da Silva Ferreira - nove em 1966.

Cristiano Ronaldo está muito longe dos melhores marcadores, pois só conta quatro, mas já fez história face aos espanhóis, marcando num quarto Mundial, 12 anos após a sua estreia na competição, com 21 anos.

Stu Forster

Na Alemanha, em 2006, Ronaldo ficou em ‘branco’ na estreia, face a Angola (1-0), mas apontou um tento logo ao segundo jogo, de grande penalidade, face ao Irão (2-0), para depois, com o apuramento assegurado, falhar o embate com o México (2-1).

Uma lesão tirou-o do jogo aos 34 minutos do jogo dos ‘oitavos’ com a Holanda (1-0) e, nos ‘quartos’, face à Inglaterra, marcou o penálti decisivo na ‘lotaria’ (4-3), depois de 120 minutos sem golos. Não faturou face à França (0-1), nas meias-finais, e a Alemanha (1-3), no jogo do ‘bronze’.

Em 2010, na África do Sul, atuou os 360 minutos de Portugal e só marcou no segundo jogo, na goleada por 7-0 à Coreia do Norte, sendo que a equipa das ‘quinas’ também não fez golos em mais nenhum (0-0 com Costa do Martim e Brasil e 0-1 com a Espanha).

Quatro anos volvidos, a ‘estadia’ da formação das ‘quinas’ no Mundial foi ainda mais curta, com Ronaldo a ficar em ‘branco’ nos dois primeiros jogos, com a Alemanha (0-4) e os Estados Unidos (2-2), e a marcar na parte final do terceiro, face ao Gana (2-1), não evitando a eliminação prematura.