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Quaresma e Queiroz: “Se se deve ter sempre um olho no burro e outro no cigano também é verdade que vozes de burro não chegam ao céu”

Ricardo Quaresma respondeu a Carlos Queiroz, que tinha dito esta quarta-feira que se "todos os treinadores" que Quaresma teve "falassem dele ficariam alguns anos a falar"

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Jean Catuffe

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Portugal empatou com o Irão, num jogo que acabou com emoções fortes (a crónica está AQUI), e, no final, Ricardo Quaresma disse que Carlos Queiroz não tinha respeitado os portugueses, pela atuação que teve no jogo e pelas palavras que proferiu na conferência de imprensa.

Ora, depois disso, esta quarta-feira, Carlos Queiroz respondeu a Quaresma (AQUI), em entrevista ao "Público", dizendo o seguinte: “O Quaresma ainda vai ter de jogar pela minha seleção e não vou tecer muitos comentários. Mas se todos os treinadores que ele teve falassem dele ficariam alguns anos a falar. Todos, desde o Sporting ao FC Porto. É melhor ficarmos por aqui. Se tiver de dizer alguma coisa sobre mim, que tenha coragem e diga agora”.

Ricardo Quaresma aproveitou a dica e fez isso mesmo: respondeu a Queiroz, através do seu Facebook. "Estou habituado a sofrer de preconceito ao longo da vida, talvez isso me tenha feito mais forte, talvez isso me tenha feito um ser humano melhor. A minha resposta a esse preconceito sempre foi trabalhar mais, lutar mais, para chegar onde sempre sonhei chegar", começou por escrever o jogador do Besiktas.

"Sei de onde vi, o que passei para aqui chegar e para onde quero ir e não quero ir sozinho, quero ir com a equipa toda, ser um entre todos", acrescentou o internacional português, que não foi convocado pelo então selecionador português, Carlos Queiroz, para o Mundial 2010.

"Amigos, se é verdade que o povo diz que se deve ter sempre um olho no burro e outro no cigano também é verdade que vozes de burro não chegam ao céu", escreveu Quaresma.

"Agora, vamos lá jogar, apoiar a seleção, concentrados para ganhar ao Uruguai", concluiu o jogador de 34 anos, que marcou o golo de Portugal frente ao Irão.