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Tribunal suíço permite ao capitão do Peru jogar o Mundial (apesar do chá com cocaína)

Paolo Guerrero estava suspenso depois de um controlo positivo, mas, afinal, vai poder disputar o Mundial 2018, decidiu o Supremo Tribunal da Suíça

Expresso

JUAN RUIZ

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O Supremo Tribunal da Suíça acatou hoje o apelo do futebolista internacional peruano Paolo Guerrero para jogar o Mundial2018, depois de o jogador ter sido suspenso por ter acusado positivo num controlo antidoping.

O tribunal decidiu 'congelar' a suspensão de 14 meses imposta ao capitão da seleção do Peru, que em outubro acusou após um jogo diante da Argentina, de qualificação para o Mundial, um metabolito de cocaína no organismo.

"Em resultado, Paolo Guerrero poderá participar no próximo Mundial", decidiu hoje o Supremo Tribunal, numa decisão e que o juiz teve em conta o facto de o jogador, de 34 anos, ter na Rússia a sua última oportunidade de disputar um Mundial.

O recurso para o Tribunal Federal teve em certa parte a 'colaboração' da FIFA e da Agência Mundial antidopagem, que, segundo o tribunal, não tiveram uma oposição categórica quanto à possibilidade de Guerrero disputar o campeonato do Mundo.

Esta decisão trava a suspensão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), até que analise novamente o caso, e reabre a porta ao avançado na seleção, cujos 23 jogadores finais será divulgados até 4 de junho.

O Tribunal Arbitral já tinha feito saber, também hoje, que não se iria opor a uma decisão do Supremo Tribunal.

O jogador alegou sempre que a substância encontrada não potenciava a melhoria das suas prestações e que foi consumida em chá contaminado.

No Mundial 2018, o Peru integra o grupo C, com França, Austrália e Dinamarca.

  • A FIFA e os capitães adversários estão com Paolo Guerrero, mas um chá com cocaína está contra ele

    Mundial 2018

    Alegadamente sem o saber, Paolo Guerrero bebeu um chá que continha cocaína, foi apanhado, a FIFA puniu-o com uma suspensão que cumpriu até maio, mas a Agência Mundial de Anti-Dopagem apresentou um recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto, que prolongou o castigo. O capitão do Peru não poderá estar no Mundial e a Austrália, a França e a Dinamarca, que vão estar no mesmo grupo, pediram à FIFA que faça algo - só que, mesmo tendo pena, a entidade já não tem poder para reverter a situação