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Lukaku e Hazard fazem "Duplo Team" e acabam com o sonho tunisino. À lei da goleada

Os dois jogadores (com ajuda do mosqueteiro Batshuayi) bisaram na goleada de 5-2 da Bélgica frente à Tunísia. O resultado garantiu o apuramento dos belgas para os oitavos e a eliminação dos africanos da competição

Tiago Oliveira

Lukaku e Hazard bisaram na goleada da Bélgica

Getty Images

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Anos 90, que memórias, que músicas, que filmes! E se há obra que certamente levou bem alto a bandeira da sétima arte foi o filme "Duplo Team". Protagonizado pelos artífices Dennis Rodman e Jean-Claude Van Damme, é a história de um espião internacional que se junta a um traficante de armas para salvar a sua família de um perigoso terrorista. Trama complexa e que num qualquer domingo de matiné, merece ser revisitada. O que tem isto a ver com o Bélgica 5-2 Tunísia? Pouco. A não ser pela aliança entre dois pesos pesados para chegar ao objetivo final.

O capitão Hazard e o matador Lukaku são dois dos principais nomes da verdadeira constelação de estrelas que forma a seleção belga e hoje não deixaram os créditos por mãos alheias. Ambos bisaram e carimbaram a passagem dos diabos vermelhos aos oitavos de final do Mundial da Rússia. Sem contemplações perante uma Tunísia que viveu uma primeira parte digna de um filme de terror. Com infortúnios vários e tentativas de auto-sabotagem pelo meio.

A equipa do norte de África lançava aqui a derradeira cartada para ainda sonhar com a passagem à fase seguinte mas não podia ter começado da pior forma. Logo aos 5 minutos, num lance que não parecia oferecer grande perigo, Hazard foi derrubado de forma tão clara quanto desnecessária por Ben Youssef em cima da linha da grande área. Penálti que o capitão se encarregou de converter e desde logo colocar a Bélgica em vantagem.

Liderança que não demoraria muito a duplicar quando aos 16 minutos, Ali Maâloul oferece uma bola (fatal como o destino ao longo do jogo) a Mertens. O avançado do Nápoles serviu de pronto Lukaku que, sem dificuldade, fez o 2-0. Os diabos vermelhos pareciam estar em velocidade de cruzeiro rumo à goleada, só que logo de seguida houve um twist no argumento quando Bronn reduziu aos 18 minutos na sequência de um livre.

Tudo por tudo

Se o golo dava esperança, os infortúnios estavam já ao virar da esquina. Dois para ser mais preciso, quando Bronn e Ben Youssef saíram lesionados nos primeiros 45 minutos. Com a machadada de, já sem estar a fazer muito por isso, a Bélgica ter voltado à vantagem de dois golos mesmo no final da primeira parte. Ali Maâloul, quem mais, perdeu uma bola, que foi de Meunier para Lukaku fazer o segundo bis no mundial e igualar Cristiano Ronaldo na lista dos melhores marcadores.

Mesmo com a montanha-russa que viveu na primeira parte, a Tunísia surgiu encorajada na segunda parte e lançou-se ao ataque. Só que a superior qualidade individual dos belgas voltou a sobressair quando, em contra-ataque, Kevin de Bruyne faz um lançamento fantástico para Hazard que tirou o guarda-redes do caminho e aproveitou também para bisar e fazer o 4-1 aos 51 minutos.

Batshuayi faz o quinto golo da Bélgica

Batshuayi faz o quinto golo da Bélgica

Catherine Ivill

O golo esvaziou o balão da Tunísia e diminuiu o ritmo de jogo, com o selecionador belga Roberto Martinez a tirar os marcadores dos golos e a lançar o protagonista da fase final, Batshuayi. O avançado emprestado ao Dortmund pelo Chelsea entrou a todo o gás e, perante o ritmo de passeio generalizado, tentou tudo por tudo para chegar ao golo e viu, por esta ordem, o guarda-redes, o central Meriah, a trave e de novo o guardião a negarem-lhe o tento. Que só chegaria em cima do minuto 90, quando desviou um cruzamento no final da área.

Mão cheia de golos a que Khazri ainda respondeu logo depois com o 5-2, mas já não ia a tempo. A goleada carimba a passagem da Bélgica aos oitavos de final, enquanto a Tunísia espera pelo último jogo para tentar a vitória de honra. Cortesia do "Duplo Team" e do seu fiel mosqueteiro.