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Grupo H

Sorrindo e dançando... com a calculadora na mão

Japão e Senegal já dividiam a liderança do grupo H, ambos com três pontos, e podiam ter hoje posto um pé nos oitavos-de-final, mas, depois de um empate animado (2-2), continuam na luta com a Polónia e com a Colômbia

Mariana Cabral

ANNE-CHRISTINE POUJOULAT

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Eles já o tinham feito no primeiro jogo, junto aos adeptos, depois de terem vencido a Polónia, por 2-1.

Stefan Matzke - sampics

E voltaram a fazê-lo no sábado, no treino de adaptação à Arena de Ekaterinburg.

Dançaram.

Para os senegaleses, é uma alegria estar no Mundial e, para os adeptos, é uma alegria ver os senegaleses.

É que a seleção que se estreou em Mundiais em 2002, logo com uma ida até ao quartos-de-final, tem jogadores de qualidade, além daqueles óbvios chamados Mané (Liverpool) e Koulibaly (Nápoles), e põe em campo um futebol positivo e de ataque, que já lhe tinha permitido vencer a (favorita) Polónia na 1ª jornada.

Só que, do outro lado do campo, havia uma seleção, mais baixinha e menos pesada, como gracejou o selecionador japonês Akira Nishino antes do jogo, que também protagoniza um futebol positivo e de ataque, quiçá menos forte e veloz do que o dos senegaleses, mas bem mais tecnicista.

E, de uma maneira ou de outra, tanto de um lado, como do outro, houve alegria e golos, muitos golos, apesar do equilíbrio ter sido a nota dominante do jogo.

Foi o Senegal (com uma troca no onze: saiu Diouf para entrar P. Ndiaye e haver mais um homem no meio-campo) a começar melhor: depois de um cruzamento do lateral direito Wagué para a área, a bola sobrou - depois de um corte duvidoso de Genki Haraguchi - para um remate do outro lateral, o esquerdo, Sabaly. O guarda-redes japonês Eiji Kawashima estava no caminho da bola, só que decidiu socá-la para a frente, precisamente para onde estava Mané, que mal teve de se mexer para ver a bola acabar por entrar na baliza.

Obtida a vantagem do Senegal, foi o Japão a assumir as rédeas do jogo - ainda que o Senegal continuasse a criar perigo em ataques rápidos. Aos 34 minutos, depois de uma bela jogada entre Shibasaki e Nagatomo, Inui, a mais recente contratação do Bétis, fez o 1-1.

Clive Rose

O empate manteve-se durante grande parte da segunda metade, com ambas as seleções a dividirem a bola e as oportunidades de golo. Os japoneses pareceram sempre mais próximos da baliza adversária - Osako falhou uma grande oportunidade -, mas acabaram por ser os senegaleses a marcar, já aos 71 minutos, em mais um ataque a envolver os dois (excelentes) laterais.

Mané lançou Sabaly pela esquerda e o lateral, depois de uma bela roleta, cruzou a bola para a área: Niang desviou-a ligeiramente e, no segundo poste, o jovem Wagué apareceu a fazer o 2-1 com um grande remate.

Mas os japoneses voltaram a acreditar no empate e voltaram a consegui-lo, já aos 78 minutos, quando o veterano Honda, que entrou muito bem no jogo, apareceu no sítio certo à hora certa, encostando para o 2-2.

No final, ambas as seleções - que continuam a liderar o grupo, agora com quatro pontos - sorriram. Ainda que tenham adiado para a última jornada a decisão de quem se qualifica para os oitavos-de-final.