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Educação Física passa a contar para... a elevação da qualidade média de vida dos portugueses!

Ana Bispo Ramires

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Esta semana foi divulgado em diferentes órgãos de comunicação social que a disciplina de Educação Física passará a contar para a média final de 12º ano.

Esta é, sem dúvida, uma DECISÃO que deve ser COMEMORADA!

De facto, qualquer pesquisa rápida de internet devolve uma imensa vastidão de informação, acerca de um conjunto de benefícios associados à prática de exercício físico.

Abundam na literatura científica, relacionada com os benefícios psicológicos associados à prática de exercício, variadíssimos estudos que comprovam o aumento da libertação de beta-endorfinas (neurotransmissores libertados pela glândula pituitária), responsáveis pela redução de dor, pela melhoria ao nível do funcionamento do sistema imunitário e também pela regulação dos estados de humor (positivando-os), conduzindo a uma elevada perceção de bem-estar.

Sabemos, inclusive, que a prática de exercício físico, contribui, de igual forma, não só para uma capacidade elevada de energia fisiológica, como também psico-emocional (maior capacidade de concentração e resistência mental, menos ansiedade, depressão e hostilidade), devolvendo uma cada vez maior sensação de liberdade, autonomia e de integração em grupo de pares (logo, desempenhando igualmente um papel importante no treino de competências sociais).

Por esta razão, a Organização Mundial de Saúde apoia declaradamente, a prescrição da prática de exercício físico como uma das principais alavancas de combate à doença (nas suas diferentes esferas), como mecanismo de prevenção.

Com toda esta informação disponível (e toda a investigação produzida) seria, no mínimo, bizarro que não houvesse uma clara mudança de paradigma, de forma inequívoca, no sentido de passar uma mensagem forte acerca da importância desta disciplina a todos os jovens a particular.

Como podemos esperar que, no estado adulto, as pessoas façam "escolhas de saúde", optem por estilos de vida ativos (e, com isso, reduzam as enormíssimas despesas de saúde pública), integrando o exercício como um hábito de vida imprescindível se, de forma precoce, toda a informação que recebem é que a disciplina de educação física (o pilar fundamental da relação que desenvolvemos com o exercício e a prática desportiva na vida) é um "parente pobre" da sua educação e formação como pessoas?

Foi dado, sem dúvida, um passo gigante que pode vir a transformar-se numa clara mudança de perceção, acerca da importância da prática de atividade física, exercício e desporto, com claríssimas repercussões na qualidade de vida das pessoas e da comunidade em geral.

Resta, agora, tornar este tema prioritário nas Escolas, planeando a sua implementação de forma consistente, devendo os Professores, de uma forma geral (e não só os de Educação Física) ser os principais defensores desta mudança, dando-lhe o merecido reconhecimento nas interações que têm com os seus alunos.

O primeiro passo foi dado... vamos efetivá-lo!

A Psicologia da Performance encontra-se especificamente direcionada para o delineamento de planos específicos de treino de competências psicológicas, para a promoção de desempenhos de excelência, através da elevação das capacidades psico-emocionais e físicas dos sujeitos, em contextos de superação (desportivo, académico, empresarial e vida, de uma forma geral).

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