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Nicolau Santos

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Diretor-Adjunto

A Taça Lucílio Baptista nunca se há de endireitar

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O Sporting foi ontem afastado da final four da Taça Lucílio Baptista porque a média etária da sua equipa era superior à da do Vitória de Setúbal. É um critério como qualquer outro. E está contemplado no regulamento. Talvez fosse melhor que fosse beneficiada a equipa com mais jogadores portugueses em campo. E aí o Setúbal ganhava de goleada. Em qualquer caso, a Taça Lucílio Baptista há de sempre ser recordada não pelos vencedores mas pelas lamentáveis arbitragens com que todos os anos são brindadas as equipas que participam no torneio.

Na terça-feira, a fava saiu ao FC Porto no jogo contra o Moreirense. Dois penáltis por assinalar e duas expulsões, a primeira das quais – a de Danilo – há de entrar para o primeiro lugar dos casos mais ridículos da arbitragem portuguesa.

Na quarta-feira, foi a vez do Sporting. O menor problema não foram os dois cantos a favor do Sporting que ficaram por marcar; ou os foras de jogo assinalados que afinal não eram; ou o golo invalidado por suposto fora de jogo de Campbell logo no início do segundo tempo. O pior mesmo, honrando esse extraordinário árbitro que foi Lucílio Baptista, o homem que apitava por intuição, foi o penálti assinalado aos 94 minutos contra o Sporting. Ele há penáltis duvidosos. Ele há penáltis claros. E ele há penáltis que não lembram à mente mais abstrusa – a não ser que essa mente pertença a um tal Rui Oliveira, árbitro da Associação de Futebol do Porto.

Dito isto, o Sporting deu meia parte ao Setúbal e um golo de canto, que é uma coisa que já não se usa. Mas colocar a jogar Markovic é o mesmo que dizer que jogamos com dez. Diz o presidente Bruno Carvalho que o homem vai explodir. Olha que bom! Mas talvez valha a pena sugerir-lhe que vá explodir para bem longe – porque, pelo andar da carruagem, o bom do Markovic vai passar uma temporada em Portugal sem fazer um jogo de jeito. E assim ao intervalo lá ficou o homem nas cabines, bem como o Bryan Ruiz, que continua a jogar como um peixe fora de água em relação ao que produziu na época anterior.

Com estes dois em campo, o Sporting, na prática, jogava com nove contra onze e deu 45 minutos de avanço ao Vitória e fez o 1-0. Na segunda parte, com as entradas de Bas Dost e Gelson, a música foi logo outra, mas não deu para mais do que chegar ao empate – e para comprovar também que o André falha golos que, como diria o saudoso Jorge Perestrelo, até eu marcava como a minha barriguinha.

Ou seja, está na altura de perguntar se o Palhinha, o Geraldes ou o Matheus não são melhores que o Markovic e o André. E se não será bom pedir o seu regresso e despachar alguns dos monos que comprámos na última abertura do mercado e que até agora tão péssima conta de si têm dado.

Pelo menos com estes não éramos eliminados da Taça Lucílio Baptista devido à média etária, mas apenas pelos grosseiros erros de arbitragem, característica que faz parte integrante desta competição. E não dávamos outra vez meia parte de avanço ao adversário para ver se o Markovic ou o Elias encarreiram.

Uma última nota: já só nos restam a Liga (e o Benfica está longe…) e a Taça de Portugal. Se não ganhar nenhuma (e para a Taça temos uma ida a Chaves que é perigosíssima), como fica Jorge Jesus no final da época? E Bruno de Carvalho?