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O Super-Homem do Brasil, o Panoramix e a burrice do Adrián: o onze do FCP visto pelo Lá Em Casa Mando Eu

O blogue Lá Em Casa Mando Eu é escrito por um casal com muitos problemas conjugais ao nível da bola: ela é portista fanática e ele é benfiquista ferrenho.

Paolo Bruno

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Casillas

Ao que parece, Iker Casillas não terá gostado da experiência na Liga Europa e portanto fez de tudo para que não se repetisse. Destaque para uma grande defesa com o pé, aos 37 minutos, e para os gritos de "Fuera, fuera", que os comentadores interpretaram erradamente como dirigidos à sua defesa para subirem a linha: eram para a Roma, que contra o que muitos esperavam está fuera da Champions.

Maxi Pereira

Corria o minuto 39 quando parou o cérebro a De Rossi, que viu o vermelho direto pela entrada muito dura sobre Maxi, uma habitual vítima às mãos destes jogadores duros, que só sabem responder à sua técnica de excelência com violência. Infelizmente, os árbitros em Portugal ainda não protegem assim a sua magia. Saiu uns minutos depois, lesionado, após ter caído sozinho no relvado, o que, no seu anterior clube, lhe tinha valido no mínimo um penálti a favor.

Felipe

Rapidamente percebemos que entrou bem no jogo, a marcar Dzeko com pressão e porrada q.b. e, logo aos 8 minutos, marcou o primeiro golo, de cabeça, na baliza dos outros e tudo. Dois minutos depois fez dois cortes seguidos na pequena área e, nesta fase, eu já acreditava que tínhamos trocado o Felipe pelo Super-Homem.

Marcano

Não sei se Nuno Espírito Santo descobriu a poção mágica para a nossa pequena e aparentemente desacreditada dupla de centrais bater os romanos, mas funcionou. Tal como Felipe, Marcano esteve concentrado, seguro e sem os habituais tremores. Só espero que o Panoramix esteja com tempo livre para o campeonato também.

Alex Telles

Dizia na antevisão da partida o treinador da Roma, clube que gastou mais de 100 milhões de euros para se reforçar, que a equipa esperou 8 meses pela Liga dos Campeões. Por muito menos dinheiro e em muito menos tempo, Alex Telles vai lá estar. Foi o membro da defesa mais desatento, com um ou outro pequeno erro que pode animar a luta pela titularidade naquele lado esquerdo. A concorrência é feroz e mais vale Alex Telles arranjar já também um filho que cante músicas do FCPorto na bancada.

Danilo

Aos 2 minutos pregou-me um susto ao não reparar em Nainggolan, o que é difícil tendo em conta o penteado, mas o jogador da Roma felizmente rematou para defesa de Casillas. Perdoo-lhe a distração se estivesse a olhar para Totti no banco, que era o que eu também estaria a fazer se tivesse essa oportunidade (suspiro).

André André

Parece já ser capaz de aguentar um jogo inteiro de pressão intensa, o que é uma boa notícia para toda a nação portista e para o pai André, que já começava a achar
que lhe tinham trocado o filho na maternidade. Foi um gladiador no coliseu do meio-campo e enfrentou os leões sem medo - e se calhar já chega de analogias romanas senão os jornais desportivos ficam sem títulos para amanhã.

Herrera

Foi essencial na entrada imperial do FCPorto em campo, tendo efectuado várias recuperações decisivas no meio-campo. Quase marcava no fim da primeira parte, mas, tal como o árbitro do Benfica-Vit. Setúbal aos olhos de Rui Vitória, não foi eficaz.

Otávio

Tem nome de imperador romano e não é por acaso. Nesta eliminatória ajudou o FCPorto a encher os bolsos duplamente: por um lado, ao ganhar já 14 milhões por entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões; por outro, ao poupar outros tantos por não ter de comprar o Rafa.

Corona

Provocou a expulsão directa de Emerson aos 50 minutos e só o facto de conseguir manter-se de pé depois daquilo merece uma condecoração de Marcelo Rebelo de Sousa. Mais ainda quando continuou em campo e ainda marcou o terceiro, aos 75 minutos, após ter envergonhado o defesa da Roma. Aquilo não se faz.

André Silva

Mais apagado do que nos últimos jogos, obviamente para que nenhum tubarão europeu se lembre de gastar 60 milhões de euros até ao dia 31 de Agosto. Acabou substituído por Adrián Lopez, que é uma frase que eu não desejaria escrever em qualquer situação, mas vá, o FCPorto ganhou 3-0 em Roma por isso até aceito. Na substituição, levou amarelo por perder tempo, mostrando que, aos 20 anos, está perfeitamente adaptado ao futebol profissional português.

Miguel Layún

Entrou para substituir o lesionado Maxi Pereira e mostrou, mais uma vez, que tem o poder de adaptação de uma cucaracha.
Aos 73 minutos, saiu para o contra-ataque e marcou o segundo golo, que não deixou dúvidas sobre quem iria passar, e que não deixou o meu filho adormecer perante os meus festejos.

Sérgio Oliveira

Mal entrou, para o lugar de Otávio, levou cartão amarelo, tendo portanto feito mais do que muitos jogadores do FCPorto em mais tempo. Marcou ainda um livre à Cristiano Ronaldo, ou seja, com muita força e sem perigo nenhum.

Adrián López

Entrou a tempo de ficar um lance isolado e fazer uma burrice, que é tudo o que lhe podemos pedir