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Um estava um Bukiadinho vergonhoso e outro foi fazer queixinhas ao pai (são as suspeitas do Lá em Casa Mando Eu)

Felipe e Marcano, pelos vistos, podem fazer uma bela dupla, e Catarina Pereira vê-os ao estilo de Brad Pitt e Angelina Jolie. Sendo que "não será difícil adivinhar qual dos dois vai acabar a bater nos filhos".

Catarina Pereira, Lá em Casa Mando Eu

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FRANCISCO LEONG

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Casillas

Ainda os adeptos saíam mais cedo do trabalho com uma desculpa do género "Estou com dores de cabeça", ou "Apetece-me mesmo ir visitar a minha sogra", e já Casillas sofria um golo. O guarda-redes espanhol não teve hipóteses, ao contrário do fiscal-de-linha, que teve hipóteses de ver que Henrique estava fora-de-jogo, mas não viu. De resto, teve uma noite bastante calma, sobretudo graças ao habitual jogo muito cerebral dos axadrezados.

Layún

Ganhou vários lances em esforço, como aos 23 minutos, quando cruzou, a defesa do Boavista cortou a bola e foi ele próprio a correr para trás e a recuperar a bola, ouvindo aplausos do público e assobios de Maxi Pereira. A defender, foi várias vezes enganado por um jogador chamado Bukia, o que é um bukiadinho vergonhoso.

Felipe

Aparentemente ficou interessado no estilo de jogo de Petit na semana passada, porque a primeira vez que o vi em jogo foi a ceifar um jogador do Boavista, aos 26 minutos. Voltou a fazê-lo na segunda parte e não levou amarelo, o que me leva a crer que esteve mesmo muito atento aos jogadores do Tondela. Gosto de quem aprende rápido. De resto, nos melhores dias, como hoje, antevejo uma bela dupla com Marcano, durante muitos anos, ao estilo Brad Pitt e Angelina Jolie, sendo que não será difícil adivinhar qual dos dois vai acabar a bater nos filhos.

Marcano

Podia ter feito mais no golo do Boavista, nomeadamente ter insultado o fiscal-de-linha. Esteve novamente envolvido num lance de arbitragem no primeiro golo do FCPorto, uma vez que sofreu penálti antes de Otávio colocar a bola em André Silva. Bem o árbitro, ao dar a lei da ladroagem.

Alex Telles

Começou o jogo a ouvir os primeiros assobios dos adeptos com um cruzamento desastrado, que mais pareceu uma rotunda em homenagem ao adversário. Acabou a ouvir aplausos pelo golaço marcado aos 86 minutos, que eu passo a tentar descrever em pormenor aos caros leitores: portanto, foi um grande frango.

Danilo

Esteve muito mais interventivo no ataque do que o habitual, com destaque para o cabeceamento ao poste, aos 18 minutos, na sequência de um canto, e para o remate rasteiro e um pouco ao lado, aos 84'. Vergonhosa a maneira como o árbitro lhe perdoou o cartão amarelo na falta clara sobre André André, aos 61 minutos. Sumaríssimo, já.

Óliver

Sou suspeita, porque acho que jogadores como Óliver até quando não têm grande interferência directa no jogo (como foi o caso hoje) merecem estar entre os melhores em campo. Quando a bola lhe cola nos pés, parece que há uma pausa no jogo, e não no sentido William Carvalho, de parar mesmo a partida, mas no de dar tempo para todos se alinharem e esperarem o passe certeiro.

André André

Ficará sempre aquela dúvida se decidiu poupar-se para o próximo jogo, se bem que ter sido titular hoje é meio caminho andado para Nuno não o pôr a jogar na terça-feira. Teve um bom remate, aos 24 minutos, depois de uma boa jogada de Adrián na esquerda (acho que nunca ninguém tinha escrito estas palavras juntas), mas a bola saiu ligeiramente ao lado. Aos 61' ficou caído no chão porque bateu contra Danilo, que é mais ou menos a mesma coisa que bater contra o Grand Canyon. Saiu pouco depois para dar o lugar a Herrera e ir fazer queixinhas ao pai.

Otávio

Ensaiou primeiro a assistência aos 12 minutos, mas André Silva não chegou. Afinou a pontaria e, cinco minutos depois, fez o passe que deixou o avançado português na cara do guarda-redes para fazer o 1-1. Voltou a interferir no resultado quando, aos 40 minutos, sofreu falta de Henrique na grande área, tendo o defesa do Boavista ficado indignado porque nunca pensou que o árbitro fosse assinalar um penálti claro a favor do FC Porto. Custa-me elogiar um jogador que tem dois nomes tatuados no pescoço em WordArt e só espero que a família não alargue muito mais além da Alice e do Theo. Saiu aos 81 minutos para entrar Brahimi.

Adrián Lopéz

É mais ou menos como aquela peça de roupa que temos no fundo do armário e que, de vez em quando, experimentamos, na esperança que seja desta que nos fique bem. E hoje, surpreendentemente, serviu! Fez umas quantas boas desmarcações do lado esquerdo e só não marcou fosse por culpa do azar, da corrente de ar ou da Mariana Mortágua. Aos 69 minutos saiu para entrar Diogo Jota e ouviu aplausos dos adeptos portistas, tendo ligado de imediato a Jorge Jesus para que este lhe traduzisse aquele som que nunca tinha ouvido.

André Silva

Estava há cinco jogos sem marcar, mas fez questão de mostrar que faz parte daqueles 1% de portugueses com jeito para fazer golos, o que para os partidos de direita significa que está na classe média dos goleadores: fez o primeiro aos 19 minutos, encostando a grande desmarcação que Otávio viu, e o segundo aos 41, de penálti. Ainda me assustou, aos 53 minutos, ao ficar lesionado no chão quando levou uma cacetada por trás, que deixou Sánchez com uma lagrimazita no olho, com saudades do Boavista dos bons velhos tempos.

Diogo Jota

Entrou quando o FCPorto já só tentava dar aquele ar de funcionário que está a trabalhar muito à sexta-feira à tarde, mas que na verdade está sempre a olhar para o relógio para picar o ponto e sair. Aos 76 minutos tentou o golo com um bom remate à baliza.

Hector Herrera

Reparei hoje que sou a favor do Herrera entrar sempre que estivermos a ganhar, porque tem o dom de acalmar qualquer jogo. Afinal o meu problema com ele era tão simples: basta nunca jogar de início.

Brahimi

Voltou a entrar com vontade de se mostrar, mas pouco fez além de uma jogada individual (ah, que saudades do Brahimi que não passa a bola a ninguém!) e de um cartão amarelo. Como jogou pouco tempo e nem sequer se destacou, deve ter lugar certo no 11 de Nuno contra o Leicester.